Casa do século 18 será reconstruída e aberta ao público

Restauração era uma exigência da Prefeitura; espaço será usado para atividades culturais

Patrícia Cançado, O Estadao de S.Paulo

29 de abril de 2008 | 00h00

A casa bandeirista do século 18 será o coração do empreendimento. Reconstruída e restaurada, será transformada em espaço para eventos culturais ou até em biblioteca ou livraria, como a Casa do Saber. O projeto ainda não está definido. Ontem, representantes da Company, da Brascan e do Grupo Victor Malzoni foram para os Estados Unidos discutir o desenho com escritórios de arquitetura.A restauração era uma das exigências da Prefeitura para a liberação das obras. "O terreno estava embargado por causa da casa", explica o presidente do Grupo Victor Malzoni, Rubens Ferreira Júnior. Dentro de três anos, quem passar pela Avenida Faria Lima vai ver a construção do século 18. A casa tem apenas 60 m², mas será circundada por um espaço de 2 mil m², onde ficará um anexo para eventos culturais e também uma praça, aberta ao público. Os restaurantes e a torre comercial serão erguidos de forma que não ofusquem essa construção.Sede original do sítio Itaí ("pedra pequena", em tupi), a casa bandeirista foi tombada, em 1982, pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat). Na época, seu proprietário era o investidor Naji Nahas, acusado por organizações civis de tentar se livrar do tombamento do local, chegando a destruir partes da casa, como o telhado, e cortando árvores. A área serve atualmente como estacionamento.

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