Casa explode e deixa mãe e filho feridos

Bombeiros apuram possibilidade de vazamento de gás

Felipe Oda, O Estadao de S.Paulo

12 de maio de 2009 | 00h00

Duas pessoas, mãe e filho, ficaram feridas em um explosão ontem no Jardim Duprat, região da Guarapiranga, zona sul de São Paulo. O acidente, que aconteceu por volta das 7h40, derrubou o teto e as paredes da casa onde moravam três pessoas. O Corpo de Bombeiros não confirmou a causa da explosão, mas trabalha com a possibilidade de vazamento de gás, segundo o tenente Miguel Jodas, porta-voz dos bombeiros.Maria Teodora Filha, de 42 anos, e Bruno dos Santos Alves de Souza, de 21, foram encaminhados para o Pronto-Socorro do Campo Limpo, na zona sul. Ele foi liberado, às 10h20, com escoriações leves na mão. A mãe foi transferida para o Hospital Doutor Carmino Caricchio, no Tatuapé, zona leste - especializado no tratamento de vítimas de queimaduras. Seu estado é "gravíssimo", de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde. Parentes afirmam que ela teve quase 80% do corpo queimado.DEMOLIÇÃONa hora do acidente, o filho mais novo de Maria, Emerson dos Santos Alves de Souza, de 18 anos, não estava na residência. Ele e o irmão mais velho contestam a versão dos bombeiros de um suposto vazamento de gás de cozinha. "Não tinha cheiro nenhum. Minha mãe tinha problema de visão, mas estava acostumada com o fogão e saberia se estivesse vazando gás", disse Bruno, que dormia no momento da explosão. Técnicos da Defesa Civil e da Subprefeitura do M?Boi Mirim fizeram vistoria na casa. O imóvel deverá ser demolido ainda nesta semana.De acordo com informações da subprefeitura, a residência está localizada numa área invadida. No terreno há outras duas casas, de parentes das vítimas, que não foram afetadas pela explosão. "Mas o barulho quebrou os vidros da porta da minha casa e sacudiu minha cama", contou Fidélcino Dias, de 68 anos, vizinho dos Souzas. Uma perua Kombi, que estava estacionada na frente do imóvel, também ficou destruída com o impacto da explosão. "O carro era do meu sobrinho. Não sobrou muita coisa", lamentou Dias.

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