Casal assassinado era "reservado", dizem vizinhos

Peritos do Instituto de Criminalística (IC), carregando um saco plástico grande, envolvido em um pano estampado, só saíram às 18 horas desta quinta-feira da casa número 232 da Rua Zacarias de Góis, no Campo Belo, bairro da zona sul de São Paulo, onde foram mortos o engenheiro Manfred Albert von Richthofen e sua mulher, a psiquiatra Marisia.Não havia marcas de arrombamento nos dois portões de garagem ou nas portas de ferro pintadas de cinza que ocupam a fachada da casa, de 20 metros de frente e tijolos aparentes. As fechaduras eram muito simples.Os vizinhos conheciam pouco o casal, a quem classificaram como "simpático e reservado".Moravam ali havia cerca de dois anos, quando demoliram uma casa velha e construíram a atual. Segundo um policial que teve acesso à residência, as duas câmeras instaladas na frente funcionaram o tempo todo, mas não havia fita gravada.Uma Blazer e um Gol eram vistos nesta quinta na garagem. Havia mais dois carros em outra garagem. Nenhum veículo foi levado. Um vizinho, cujo terreno faz fundos com a casa do casal e pediu para não ser identificado, disse que não ouviu tiros nem gritos. "Meus cachorros não latiram." Outros afirmaram que a situação era normal na rua, de madrugada. "É comum ouvir tiros vindos da Favela do Buraco Quente, que fica perto. Mas não na noite passada."Bem próximo da casa, havia uma guarita. Mas ela não era ocupada havia um ano. Segundo um segurança de outra quadra, os guardas não trabalhavam direito e ninguém mais quis pagá-los. nesta quinta-feira, várias pessoas passaram devagar de carro em frente do imóvel, curiosas com o ocorrido.

Agencia Estado,

31 de outubro de 2002 | 23h36

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