Casal que administrava asilo é condenado por crime ao idoso

O promotor de Porto Ferreira, na região de Ribeirão Preto, Cassio Roberto Conserino, vai apresentar nos próximos dias as contra-razões para que sejam mantidas pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo as condenações, por apropriação indébita e crimes contra o idoso, do casal que administrava o asilo Solar Jovens de Ontem. O casal foi denunciado em 2004 e condenado em novembro de 2005 à prestação de serviços à comunidade e multas. Antonio Marcelino, de 72 anos, e sua mulher, Maria do Carmo Ferreira Marcelino, de 69, recorreram da sentença da juíza substituta Heloísa Alcântara.Segundo Conserino, as investigações começaram no segundo semestre de 2003 para apurar denúncias de apropriações de doações da comunidade e maus-tratos aos cerca de 40 idosos do asilo. Quando uma idosa, de 82 anos, chegou chorando no prédio Ministério Público Estadual (MPE), em 28 de abril de 2004, o promotor pediu imediatamente à Justiça um mandado de busca e apreensão no asilo, o que foi concedido. No local existia um compartimento isolado, onde os melhores produtos doados à entidade eram separadas pelo presidente do asilo, Antonio Marcelino e sua mulher Maria do Carmo. "E não havia um controle das doações", explica o promotor."Constatei in loco que os idosos eram alimentados com comida podre, como macarrão e lingüiça com datas de validade vencidas", diz Conserino. Os cartões de banco dos idosos também eram apropriados pelo casal, que sacava o dinheiro das contas e não fazia o repasse aos idosos - os comprovantes de saques foram encontrados. Após esse caso, Marcelino foi afastado da administração do asilo e, atualmente, segundo Conserino, o local é bem administrado. Marcelino foi condenado a 3 anos e 6 meses de prestação de serviços à comunidade e a pagar multa no valor de cinco salários mínimos (R$ 1.500). Sua mulher, Maria do Carmo, foi condenada a 1 ano e 9 meses de prestação de serviços à comunidade e a pagar multa de três salários mínimos (R$ 900).

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