Casal volta a depor amanhã no 9º DP

No sábado, estão convocados o pai e a irmã de Alexandre; ontem, testemunhas disseram que prédio é inseguro

Rodrigo Brancatelli, Camilla Rigi e Carina Flosi, O Estadao de S.Paulo

17 de abril de 2008 | 00h00

O casal Alexandre Carlos Nardoni, de 29 anos, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24, irá voltar a depor amanhã, no 9º Distrito Policial (Carandiru), no dia em que a menina Isabella de Oliveira Nardoni, filha de Alexandre, morta no dia 29 de março, faria 6 anos. A Secretaria de Segurança Pública não soube informar se haverá acareação entre o pai e a madrasta de Isabella. Policiais que investigam o caso confirmam que eles serão confrontados com os laudos periciais do Instituto de Criminalística (IC).No sábado, estão convocados para depor o pai e a irmã de Alexandre, Antônio e Cristiane. Durante as investigações, testemunhas disseram que Cristiane, ao receber um telefonema na noite do crime, em um bar na zona norte, teria dito que o irmão havia feito alguma coisa errada - o que ela nega.Ontem, duas testemunhas foram ouvidas no 9º DP. As duas mulheres, uma corretora e uma vendedora de móveis, fazem parte da lista de 22 pessoas que a defesa solicitou que fossem ouvidas. Segundo o advogado Marco Polo Levorin, que coordena a defesa do casal, a corretora informou que existe um pequeno portão do lado esquerdo da guarita do Edifício London, na Vila Isolina Mazzei, na zona norte de São Paulo, que não é controlado. "Esse portão tem uma fechadura, mas a testemunha ingressou pelo mesmo sem ter a chave e sem se identificar", disse Levorin. Logo após o depoimento das duas mulheres, outro advogado, Ricardo Martins, informou que as testemunhas corroboraram a tese da defesa de que há vulnerabilidade na segurança do edifício e confirmaram a perda da cópia das chaves pela madrasta de Isabella. Além disso, segundo Levorin, dois apartamentos ficavam constantemente abertos para visitação. "Expostos a qualquer pessoa que pudesse entrar", acrescentou Martins. Apesar de a polícia descartar a possibilidade de haver uma terceira pessoa no apartamento, a defesa disse que, enquanto os laudos não ficarem prontos, não se pode afirmar com convicção que não existia mais ninguém no local do crime. "Muito pelo contrário. É perfeitamente possível ter havido uma terceira, uma quarta, uma quinta pessoa, que, eventualmente, pudesse ter ocasionado esse delito", disse o advogado.A defesa ainda não cogita pedir um habeas-corpus preventivo, pois acredita na manutenção da liberdade do casal.Sobre o possível indiciamento do casal pela morte de Isabella, Martins afirmou que a defesa não vai se manifestar enquanto o assunto não for oficial. "Os nossos clientes defendem a seguinte posição: eles são absolutamente inocentes", afirmou. O advogado ainda se recusou a responder se a madrasta tomava remédios antidepressivos ou se estava prestes a tomar medicamentos do tipo. Questionado várias vezes por jornalistas, Ricardo Martins optou por ficar em silêncio.

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