Casarão de barão do café tem fama de amaldiçoado

Parte do casarão que pertenceu ao barão do café Carlos Leôncio de Magalhães, Nhonhô - para onde está previsto um polo cultural -, adquirido pelo Grupo Malzoni em 2005, deverá ser usado pela Secretaria de Estado da Cultura, conforme acordo firmado na época do leilão público que sacramentou a venda. "Mas ainda não está definido como será utilizado", disse ao Estado o secretário adjunto da Cultura, Ronaldo Bianchi. "Já se pode adiantar que o restauro será complicado, num imóvel tombado em alto grau. Toda a estrutura interna e até a cor das paredes são protegidas. O restauro deve ser acompanhado pelos órgãos do patrimônio."O casarão teve sua construção iniciada em 1930 e encerrada em 1937. Nhonhô, que previa realizar festas na mansão, morreu antes de ver sua casa de 2,4 mil m² inaugurada. A construção, inspirada nos casarões da Paris do século 19, ficou com fama de mal-assombrada. A fama se reforçou depois que dois de seus filhos também morreram no local - um deles afogado na banheira e o outro enforcado no lustre do salão principal. Sua última utilização foi pela Secretaria da Segurança Pública, com a Divisão Antissequestro da Polícia Civil. O grupo não informou quando terá início o projeto de restauro.

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