Casas lotéricas ameaçam não carregar o bilhete único

Casas lotéricas de São Paulo podem deixar de prestar o serviço de recarga do bilhete único, implantado desde 18 de maio pela Prefeitura da capital paulista. De acordo com o presidente do Sindicato dos Lotéricos, Luis Peralta, não houve planejamento no momento de se passar essa incumbência às casas lotéricas; sendo implantado de uma forma arbitrária. "Isso foi enfiado goela abaixo da gente. Em média, em um carregamento, a gente tem recebido uma tarifa por volta de R$ 0,14. É muito baixa, não está compensando e atrapalha os outros serviços, que remuneram melhor", disse Peralta.O secretário municipal de transportes, Gerson Bittencourt, minimiza e diz que as reclamações são de uma pequena parcela das casas lotéricas. "Esse é um movimento isolado, de uma parte de casas lotéricas, que não reflete a posição do conjunto." Os lotéricos também estão preocupados com as filas para o recarregamento, pois dizem que agrava ainda mais o problema da segurança.

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