Caseiro de FHC foi morto para não delatar bandidos

A Polícia de Sorocaba apresentou no final da tarde de hoje os três matadores do caseiro do presidente Fernando Henrique Cardoso, Joaquim Antonio da Silva de 57 anos. Os acusados, Reginaldo José de Borba, de 25 anos, Luiz Alberto de Araújo, de 19, e Júlio Cesar Pulga, conhecido como "Chileno", tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça. O crime foi planejado por Borba, que chefia uma quadrilha de ladrões de chácaras na zona rural de Ibiúna. Na companhia de Araújo e de outro ladrão conhecido como Sérgio, ele tinha assaltado há cerca de um mês a casa de um irmão da jornalista e apresentadora Silvia Popovic. A residência é vizinha da chácara de FHC e o caseiro viu o furto, reconhecendo Borba. Ele fez comentários em um bar sobre o assunto e manifestou a intenção de delatar o bando. Araújo contou que o crime foi planejado na noite de quarta-feira. Ele e Borba decidiram dar um susto no caseiro. O outro acusado, Júlio Cesar, forneceu o revólver calibre 38. Na noite do crime, antes de entrarem na casa, Borba vestiu um capuz e sacou o revólver. Segundo Araújo ele ficou do lado de fora dando cobertura. O caseiro teria reagido e tentado tomar a arma, quando Borba fez os disparos. O delegado José Maria Florenzano, titular do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-7) disse que a elucidação do crime foi possível com as investigações dos hábitos do caseiro. Ele costumava frequentar barzinhos da região, um deles que pertence a Pulga. Como forneceu a arma, o delegado o considera o co-autor do crime. Pulga já tinha acusações de receptação de produtos roubados e exploração do lenocínio.

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