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Empregada diz que viu arma em cofre do pai do menino Bernardo

Novos depoimentos deixam dúvidas sobre o suposto suicídio de Odilaine Uglione, mãe do menino morto há um ano

O Estado de S. Paulo

13 Setembro 2015 | 22h41

SÃO PAULO - Duas novas testemunhas levantam dúvidas sobre suposto suicídio de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo, assassinado em 2014, aos 11 anos, no Rio Grande do Sul. Os depoimentos foram ao ar no programa Fantástico, da Rede Globo, na noite deste domingo, 13.

Em uma história ainda mal explicada, Odilaine morreu em fereveiro de 2010 - ela foi encontrada morta no consultório do marido, o médico Leandro Boldrini. Na época, a polícia concluiu que a mulher havia se matado com um tiro. Desconfiada, sua mãe contratou peritos particulares para investigar o caso. Para eles, a caligrafia da suposta carta de despedida não era a de Odilaine.

Diante disso, a Justiça reabriu o caso. Agora, novos depoimentos tentam mudar a tese de suicídio - mais de 30 pessoas já foram ouvidas. A empregada da família, Nelci de Almeida e Silva, revelou que, no dia da mulher de Odilaine viu uma arma no cofre de Leandro. "No dia da morte dela, ele veio tarde da noite em casa. Ele abriu o cofre, eu vi uma arma lá", mencionou, ao Fantástico."Eles iam assinar o papel do divórcio. Começaram uma discussão, se ofendendo." Nelci também se recorda que, naquele dia, antes de sair para o trabalho, seu patrão havia lhe dito que "se acontecesse alguma desgraça" era para chamar a polícia, porque ele "estava cansado de chantagem".

De acordo com laudo do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul, não foi possível identificar se a bala que matou Odilaine saiu do revólver encontrado no local em que ela morreu. 

O texto da suposta carta de despedida diz "não tenho irmãos, sou sozinha". Um dos irmãos de Odilaine foi localizado pela Rede Globo. Flávio Campos mora no Rio. "Eu acho isso um absurdo, porque ela tem irmãos. Tem eu, tem mais um aqui no Rio, tem mais outro em Porto Alegre", disse ele.

Bernardo foi morto aos 11 anos de idade, em 2014. De acordo com a polícia, o menino recebeu uma injeção letal da madrasta, Graciele Ugulini. O pai, Leandro, é acusado de ser o mentor do crime. Ele, Graciele e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, também acusados de envolvimento, estão presos e serão levados a júri popular. 

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