Caso Bruno: 1º dia de júri de Bola tem crítica à polícia

Estratégia da defesa do ex-policial foi apontar falhas nas investigações para livrar o cliente

Aline Reskalla, Especial para o Estado,

22 Abril 2013 | 23h01

CONTAGEM - No primeiro dia do julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de assassinar e desaparecer com o corpo de Eliza Samudio, ficou clara a estratégia da defesa de apontar falhas nas investigações para livrar o cliente.

A situação do réu se complicou após o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza admitir em março ao júri que o condenou que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, levou sua ex-amante para ser morta por Bola.

Agora, o ex-policial está sendo julgado no Fórum de Contagem. Logo no início dos trabalhos, o advogado dele, Ércio Quaresma, pediu o adiamento do júri, alegando cerceamento de defesa pela ausência de testemunhas. A juíza Marixa Rodrigues indeferiu o pedido. Posteriormente, no único interrogatório do dia, Quaresma questionou com veemência o motivo de a delegada Ana Maria Santos, que conduziu o caso na fase policial, não indiciar mais pessoas.

Ele se referia especialmente ao policial José Lauriano, o Zezé, cujo número de telefone teria aparecido diversas vezes, assim como o de Bola, entre as ligações dos envolvidos no crime. Ana Maria respondeu que não havia elementos para mais acusações.

Já para Quaresma, as autoridades policiais “elegeram apenas seu cliente para indiciar”, ignorando indícios referentes a outros envolvidos. Ele também questionou a legitimidade do julgamento enquanto há investigações sobre o crime em andamento. Já o promotor Henry Vasconcellos focou seu interrogatório à delegada em detalhes do depoimento de Jorge Luiz, o primo de Bruno que revelou como Eliza teria sido sequestrada e morta, no início de junho de 2010, com o auxílio de Bola. 

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