Caso Chang: PF indicia 12; Polícia Civil ignora conclusão

A morte do comerciante chinês Chan Kim Chang está esclarecida de acordo com a Polícia Federal, mas a Polícia Civil do Rio de Janeiro quer manter o caso em aberto. A PF indiciou ontem 12 pessoas com base na hipótese de que as agressões foram praticadas como ?castigo através de tortura?. Mas o delegado titular da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, Marcelo Fernandes, disse que vai ignorar a conclusão do inquérito da PF.Dando continuidade a seu próprio inquérito, a Polícia Civil terminou por volta das 4 horas da madrugada deste sábado uma reconstituição do crime na penitenciária onde Chang foi morto. Cerca de 100 pessoas participaram da reconstituição, entre elas peritos, policiais e 18 presos que teriam testemunhado o assasinato. Os seis agentes penitenciários presos preventivamente desde o dia 6 também participaram. O inquérito da PF inocentou os policiais federais que levaram Chang ao presídio onde veio a morrer. Segundo a superintendência da PF, ?estão esgotadas as informações sobre o caso?. O resultado do inquérito será entregue ao Ministério Público Federal. O comerciante havia sido detido no Aeroporto Internacional Tom Jobim por agentes federais no dia 25 de agosto, ao tentar embarcar para os Estados Unidos com US$ 30 mil não declarados à Receita Federal. Levado para o presídio Ary Franco, Chang foi encontrado em coma no dia 27 de agosto. Ele morreu num hospital público do Rio, no dia 4 de setembro.

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