Caso de polícia

Relato um acontecimento inusitado que me deixa indignado. Insatisfeito com os serviços de TV a cabo da TVA, decidi cancelar os quatro pontos que coloquei na minha residência, dois digitais e dois analógicos. Adquiri o serviço da NET, que efetuou a instalação antes da retirada dos pontos da TVA. O funcionário da TVA, a seguir, veio retirar os equipamentos e levou "por engano" o adaptador de voltagem da NET. Isso no dia 27 de novembro. Estou sem um dos pontos de TV, pois a TVA não consegue localizar o funcionário que fez o atendimento e esteve em minha residência! Diariamente eu e minha esposa entramos em contato com a TVA, que não resolve o problema! Faz 20 dias que a situação se arrasta, com transferências sucessivas nos telefones da TVA e sem nenhuma efetividade. Será que terei de comprar o aparelho que me foi roubado? É uma vergonha!FERNANDO D?AVILASão PauloAdhelaine Marques, do Relacionamento com o Assinante TVA, informa que a TVA sempre realiza os serviços, inclusive as retiradas de equipamento, deixando um comprovante em que constam os dados da Empresa (logotipo, endereço, CNPJ, inscrição estadual, entre outras), os do assinante (nome, endereço, código da assinatura, entre outros), os do técnico e também a descrição do serviço e em que pontos deve ser executado. O que não é o caso do "comprovante" (pois se trata de um canhoto com o nome e o RG do técnico apenas) apresentado pelo assinante. A empresa diz não poder se responsabilizar pela execução do serviço e informa que o cliente não concordou com a informação e disse que vai tomar outras providências.O documento sumiuNo dia 25/11 fiz o licenciamento eletrônico de meu carro e paguei no Banco Santander para que o documento fosse enviado a minha residência. Porém até 18/12 não havia recebido os documentos. Fui à Ciretran de Marília, onde um funcionário não soube informar o que ocorreu e me forneceu um número de telefone (0800 170 110) que só dá ocupado. Desta forma, solicito a intervenção da Coluna para que possa descobrir o que houve com a documentação de meu veículo, uma vez que o licenciamento foi devidamente pago no prazo.JOÃO BATISTA ERNESTO DE MORAESMaríliaO Detran-SP informa que a responsabilidade pela entrega do documento é dos Correios, que a realiza em até 5 dias úteis. O documento só não é entregue se não houver ninguém que se responsabilize pelo recebimento ou se o endereço estiver desatualizado no cadastro do veículo. Após três tentativas de entrega, o correio devolve o documento ao órgão onde o veículo está cadastrado, no caso para a Ciretran de Marília. O Detran pede que o leitor procure a Ciretran de registro do carro ou entre em contato com a Secretaria da Fazenda pelo telefone 0800 170 110 e siga as instruções. O leitor contesta: Creio ser, no mínimo, desrespeitosa a resposta. Em primeiro lugar, não há uma assinatura que identifique quem respondeu o e-mail. Será que foi a senhora do cafezinho que respondeu? Um diretor? Não saber com quem se está falando é desagradável, para dizer o mínimo. Quanto à resposta, é absolutamente ridícula, descabida e típica de um Estado que sabe apenas cobrar, mas não oferece nada aos cidadãos. Quer dizer que, se eu quiser saber onde está o meu licenciamento, eu mesmo tenho de me virar. E a questão é: virar-me como? O telefone indicado só dá ocupado o dia todo. Até tentei ir à Ciretran de minha cidade, mas fui atendido por um indivíduo absolutamente desqualificado. Além de grosso e mal educado, também não me deu nenhuma informação concreta. Para encerrar essa novela grotesca, só consegui obter o documento do meu carro quando recorri aos préstimos de um despachante. Em síntese, o Detran oferece um atendimento péssimo, com funcionários absolutamente despreparados.Justiças diferentesTenho 76 anos e em 1993 entrei com uma ação contra o INSS a fim de conseguir a revisão e o reajuste de meus benefícios. Em 2001, após a Justiça me dar ganho de causa, o INSS recorreu e hoje, após 15 anos da reivindicação, só ouço os advogados explicarem que nós (a ação é em grupo) vencemos e teremos direito ao reclamado, mas que é preciso aguardar sabe-se lá o que, algo como "a boa vontade" do instituto. Quando lutamos contra uma empresa privada, é fácil cobrar, mas como fazer isso contra o governo? Quando a Justiça determina algo contra o cidadão comum, ela é cumprida de imediato, mas para o governo há uma Justiça diferente, que não precisa ser cumprida, um total escárnio contra a honra e a dignidade. PERCIO FREIRESão PauloAs cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

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