Caso do professor queimado vivo fica a cargo da PF

A Polícia Federal irá investigar a morte do professor Paulo Henrique Costa Bandeira, de 42 anos, que vinha fazendo denúncias de irregularidades na aplicação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério em Satuba, a 30 quilômetros de Maceió (AL). O professor foi encontrado carbonizado dentro de seu carro ontem e há suspeitas de crime em decorrência das denúncias. O Ministério da Educação soube do caso pela imprensa. Mas hoje mesmo o chefe de gabinete do Ministério da Educação, Osvaldo Russo, acionou a Polícia Federal e a secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. Russo também esteve no Ministério Público Federal, que já sabia do caso e pretendia acompanhar as investigações. Russo conversou com o secretário de Segurança Pública de Alagoas, Robervaldo Davino da Silva. Ele reclamou de declarações atribuídas ao delegado de Satuba e divulgadas pela imprensa de que o crime seria de difícil investigação porque havia indícios de pistolagem. "Isto é um absurdo e não pode servir de álibi para que não se apure o crime", reclamou Russo. Mas o secretário garantiu que o delegado não havia falado nada disso. Segundo o MEC, a Secretaria Estadual de Justiça e de Defesa Social está com o dossiê deixado pelo professor alagoano - uma carta e um vídeo em que relata os desvios de dinheiro e as ameaças de morte que vinha recebendo, desde abril. O chefe de gabinete do ministro Cristovam Buarque disse que como há suspeitas de que o crime tenha ocorrido por causa das denúncias de desvio do Fundef, o caso deve ser trazido para a Justiça federal.

Agencia Estado,

06 Junho 2003 | 20h02

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