Caso Erenice dissipou o interesse pela disputa local

Pesquisas qualitativas que orientam os programas de TV do PT paulista indicam que o eleitorado começava a prestar mais atenção na disputa estadual, por entender que a eleição presidencial estava resolvida, quando surgiram as denúncias de tráfico da influência que causaram a queda da ex-ministra Erenice Guerra. O eleitor voltou-se então, novamente, para a disputa nacional. Petistas insistem que esse movimento não causará impacto a ponto de provocar um segundo turno nacional. Mas indica que o episódio chamou muito mais atenção do que a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas a José Serra, tema de difícil compreensão. Em São Paulo, o PT tem pressa em atrair o interesse da população para a eleição local. Com ajuda do presidente Lula, Aloizio Mercadante se esforça para evitar a vitória do tucano Geraldo Alckmin no dia 3 de outubro.

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

BRASIL

Parceira Marina

Em tom de brincadeira, um tucano dizia ontem que "a candidatura de Marina Silva é abençoada". Referia-se à insistência com que a candidata do PV tem falado em levar a disputa para o segundo turno, apesar de não explorar os episódios incômodos à campanha petista. Os tucanos contam com Marina para tirar votos de Dilma no eleitorado que não tem simpatia pelo PSDB. Ao mesmo tempo, investem na classe média do Sul e do Sudeste, mais sensível às denúncias de tráfico de influência.

RIO1

Fora da agenda

Depois de almoçar com empresários na Associação Comercial, quinta-feira, Dilma Rousseff e o marqueteiro João Santana seguiram discretamente para a estação ferroviária da Leopoldina, onde a petista gravou para o programa eleitoral. A candidata falou do projeto do trem-bala entre São Paulo e Rio, aposta do governo para os próximos anos e alvo de críticas da oposição. Hoje desativada, a Leopoldina será o ponto de chegada e partida dos trens, se o plano sair do papel.

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Raça e religião

Em nota, a Cúria Metropolitana desautorizou padres que, no exercício do ministério ou em nome da Igreja Católica, indiquem ou rejeitem, citando nomes, candidatos e partidos. A manifestação foi motivada por notícias de que missas e encontros religiosos são usados para pregações políticas. Já a ONG Educafro, dedicada à inclusão de jovens negros nas universidades, decidiu encaminhar representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que os institutos de pesquisa sejam obrigados a divulgar, em todos os resultados, as intenções de voto segundo a raça dos entrevistados.

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