Caso Jandira: polícia prende mais um ex-secretário

A Polícia Civil prendeu ontem o advogado Sérgio Paraíso, ex-secretário municipal de Governo de Jandira (SP), apontado como um dos mandantes do assassinato do prefeito Braz Paschoalin (PSDB). Paraíso havia participado de uma reunião na prefeitura quando foi intimado a depor no inquérito sobre a execução do prefeito. Durante o interrogatório o delegado Zacarias Katzer Tadros, que dirige a investigação, o comunicou sobre a ordem de prisão e o algemou.

FAUSTO MACEDO, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2011 | 00h00

Paraíso foi afastado do cargo de confiança na Prefeitura em outubro de 2009 por suposto atrito com o prefeito. Os dois teriam discutido por causa da desapropriação superfaturada de terreno de mil metros quadrados de uma empresa. O ex-secretário disse que deixou o cargo por decisão própria, "porque havia muita corrupção na prefeitura".

A polícia acredita que fechou a investigação. Oito estão presos, e dois foragidos. A polícia analisou cinco mil ligações telefônicas. Também é apontado como mandante Anderson Muniz, que foi candidato a vereador. Um terceiro suspeito de ter tramado a morte do prefeito, Wanderlei de Aquino, ex-secretário de Habitação, já está preso desde 17 de dezembro.

Paschoalin foi fuzilado na manhã de 10 de dezembro. O prefeito usava carro blindado, que naquele dia amanheceu com um pneu furado. Ele saiu de casa no carro do motorista, que foi alvejado e continua em estado grave.

Segundo a polícia, testemunhas ouvidas em sigilo apontaram Paraíso e Muniz. Eles teriam participado com Aquino do planejamento para a emboscada. "Aquino é inocente, não há nenhuma prova contra ele", reagiu o criminalista Mauro Otávio Nacif, defensor do ex-secretário de Habitação.

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