Caso Juan: justiça autoriza quebra de sigilo telefônico de mais dois suspeitos

Doze pessoas terão o sigilo quebrado; decisão é do Tribunal do Júri de Nova Iguaçu

Tiago Rogero e Priscila Trindade, estadão.com.br

12 Julho 2011 | 10h41

RIO - O juiz do 4º Tribunal do Júri de Nova Iguaçu, Marcio Alexandre Pacheco da Silva, decretou a quebra de sigilo dos dados telefônicos de mais duas linhas de policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do menino Juan de Moraes, de 11 anos. O garoto morreu após operação de militares do 20º BPM (Mesquita) na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

 

Na quinta-feira da semana passada, o juiz já havia decretado a quebra de sigilo de dez linhas. Agora, são 12, que pertencem a nove PMs. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) não revelou os nomes dos policiais. A quebra de sigilo, entre 2 de junho e 4 de julho de 2011, partiu de pedido da Polícia Civil e do Ministério Público.

 

Juan sumiu durante confronto entre os PMs do 20º Batalhão e traficantes na favela do Danon, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Um suspeito foi morto e o irmão de Juan, Weslley, de 14 anos, foi atingido por bala perdida. O adolescente fugiu em busca de ajuda e disse que Juan também tinha sido baleado, mas quando os familiares dos dois foram ao local, Juan já havia desaparecido. Weslley foi incluído no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte.

 

O corpo de Juan foi encontrado dez dias depois, no Rio Botas, em Belford Roxo, a 18 quilômetros do local onde foi visto pela última vez. Mas a confirmação de que se tratava mesmo do menino só veio na última quarta-feira, após a divulgação do resultado de exames de DNA.

 

Quatro militares do 20º BPM que participaram da operação foram afastados das ruas e transferidos do batalhão pelo comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte. Outros sete policiais que estavam patrulhando a comunidade no dia da incursão também estão sendo investigados.

 

A Polícia Civil do Rio encerrou, na madrugada do último sábado, a reconstituição do tiroteio que terminou com a morte do menino Juan. Os trabalhos de reconstituição no local do crime foram divididos em duas etapas. A polícia deixou o local sem falar com a imprensa.

 

Notícia atualizada às 15h58.

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