Caso L. começa a ser julgado nesta quinta em Goiás

Advogado de empresária que torturou menina de 12 anos em Goiânia vai pedir laudo psicológico

Rubens Santos, especial para O Estado de S. Paulo

10 Abril 2008 | 11h53

A empresária Silvia Calabresi Lima, presa em flagrante e acusada pelos crimes de tortura, cárcere privado e redução à condição análoga de escravo da menina L.R.S., de 12 anos, vai a julgamento a partir desta quinta-feira, 10, no Fórum de Goiânia. O caso foi descoberto pela polícia no dia 17 de março, por meio de um telefonema anônimo, e a empresária está detida na Casa de Prisão Provisória (CPP).   Também será julgada a empregada doméstica da empresária, Vanice Maria Novais, de 23 anos, que, segundo inquérito policial, era quem aprisionava a menor com correntes, torturava e registrava a repressão em um diário. Também foram denunciados o marido da empresária, Marco Antonio Calabresi Lima, engenheiro civil de 42 anos, o filho do casal, Thiago Calabresi Lima, estudante de Engenharia de 24 anos, e a mãe biológica da menina torturada, Joana D’Arc da Silva, diarista de 40 anos.   O juiz da 7ª Vara Criminal, José Carlos Duarte irá ouvir todos os acusados. "Vou tentar ser o mais rápido possível", declarou, em entrevista para o Estado. Ele também avaliará provas e laudos e, além dos acusados, ouvirá testemunhas. "Trata-se de um caso de tortura, e o direito penal não oferece espaço para tergiversação", afirmou Duarte. A sentença deve sair em 84 dias.   Segundo o promotor público do caso, Cássio de Souza Lima, a empresária continuará presa e dificilmente escapará de uma sentença severa: "A expectativa é de condenação da empresária e de Vanice", afirmou. Ele disse que as penas devem ser de 15 a 20 anos de detenção. O advogado de defesa da empresária, João Carvalho de Matos, afirmou que vai pedir um laudo psíquico e outro psicológico, numa tentativa de convencer o juiz de que Silvia Calabresi Lima é inimputável. "Ela vai ser condenada, porém, com os laudos, as acusações de crime hediondo serão eliminadas", disse o advogado.

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