Caso Marielle: veja o que se sabe sobre a primeira semana de investigações

A polícia ainda tenta rastrear imagens de câmeras de segurança que deem pistas sobre os crimes e possíveis suspeitos

O Estado de S.Paulo

22 Março 2018 | 00h10

A Polícia Civil do Rio ainda tenta montar o quebra-cabeça que envolve o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), na quarta-feira, 14. No ataque ao carro onde a parlamentar estava, no centro carioca, também morreu o motorista, Anderson Pedro Gomes.  

A única sobrevivente, assessora de Marielle, afirmou aos investigadores não ter visto os bandidos e desconhecer ameaças à vereadora. A polícia ainda tenta rastrear possíveis suspeitos e imagens de câmeras de segurança que deem pistas sobre o crime. 

Veja o que se sabe até agora sobre o caso:

Ação com dois carros

Câmeras de segurança registraram que dois carros podem ter participado da ação que resultou na morte de Marielle. Um dos veículos chegou às proximidades da Casa das Pretas, na Rua dos Inválidos, na Lapa, antes que a parlamentar entrasse no evento que haveria ali.

+ Carro suspeito de ter sido usado em morte de Marielle é apreendido em Minas​

Observação 

Dois homens estavam no carro que chegou antes de Marielle. O veículo tinha os vidros cobertos por uma película escura, mas era possível ver a luz de um telefone celular. Tudo indica que faziam o que os policiais chamam de “abajur” – operação de observação.

Seguida por 4 km

Quando o veículo em que estavam Marielle, Gomes e a assessora saiu, o carro com os suspeitos e um segundo veículo, de cor prata, os seguiram. Isso aconteceu por cerca de dez minutos e quatro quilômetros. 

+ Companheira de Marielle e assessora prestam depoimento no Rio​

Emparelhamento

Na Avenida João Paulo I, no Estácio, perto da Praça da Bandeira, o veículo prata emparelhou com o carro de Marielle.

+ Ato por Marielle e Anderson reúne milhares no centro do Rio​

Posição no veículo 

Marielle e a assessora se sentaram no banco de trás – algo que Marielle não costumava fazer. A vereadora estava no lado direito e a assessora, no esquerdo. O s tiros foram dirigidos para o ponto onde a parlamentar estava sentada. Marielle foi atingida quatro vezes e ele, três. Os dois morreram. A assessora foi ferida levemente, por estilhaços. O carro parou um pouco adiante.

Munição

As munições calibre 9 mm encontradas na cena do crime pertenciam ao lote UZZ18, vendido pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) à Polícia Federal em Brasília em 2006. O lote é o mesmo das balas usadas na maior chacina de São Paulo, em 2015. Inicialmente, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, havia dito que houve roubo de munição desse lote da sede dos Correios na Paraíba. Dias depois, ele corrigiu a informação e afirmou que  cápsulas do mesmo lote foram encontrados na agência do município de Serra Branca, na Paraíba, após um arrombamento seguido de explosão em 2017.  A munição não foi furtada, mas usada pelos bandidos. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.