Caso Providência: suspeito preso

Edson de Oliveira Paiva, o Chaperó, de 22 anos, é o primeiro dos 12 traficantes do Complexo do São Carlos envolvidos no assassinato de três jovens do Morro da Providência identificado e preso pela equipe do delegado Rodolfo Waldeck, da 6.ª DP. Ele deu o tiro que matou o rapaz que tentou fugir após ter sido entregue aos traficantes pelo segundo-tenente do Exército Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade, em junho passado. A polícia sabe que 12 traficantes participaram do assassinato de Wellington Gonzaga da Costa, David Wilson Florenço da Silva e Marcos Paulo Rodrigues Campos. Seis estão identificados; dos outros seis se sabem os apelidos. Chaperó é o único preso. Foi por causa da morte do rapaz que Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, decidiu matar os outros dois. Segundo dois traficantes que estão presos, Roupinol "ficou bolado", pois sabia que as mortes causariam problemas. Mas não quis deixar os rapazes saírem vivos, para que não denunciassem o assassinato. Chaperó, ao ser preso, não confessou o tiro. Mas, seu irmão, Alexandre de Oliveira Paiva, disse à polícia que "soube, por Chaperó, que, quando um dos meninos tentou fugir, seu irmão efetuou um disparo de fuzil, atingindo-o nas costas''. No dia da morte dos rapazes, o gerente de plantão era Anderson Eduardo Timóteo, o Derson, mas quem recebeu os três das mãos do tenente foi um soldado que estava de folga: Alex Costa dos Santos, o Di Bobeira. Ao seu lado estavam T.H., J.J., Rodrigo e Cocão, o chefe de segurança da área. Além de Chaperó e Di Bobeira, a polícia identificou como envolvidos Roupinol; o outro chefe do morro, Anderson da Rosa Mendonça, o Coelho; o braço direito de Roupinol, Sandro Luis de Paula Amorim, de 33 anos; e outro traficante chamado Pedro Paulo da Silva Miranda, o Da Rajada, de 29 anos.

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