Caso Richthofen: Jurados se reúnem para decidir veredicto

Os sete jurados que decidirão o veredicto de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos deixaram o plenário do Fórum Criminal da Barra Funda para deliberar às 22 horas desta sexta-feira, 21, após uma exposição de cerca de 20 minutos em que o juiz Alberto Anderson Filho explicou os quesitos que deverão ser avaliados. Os três réus são acusados de matarem os pais de Suzane, Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002.Com a renúncia da promotoria de ter a réplica após a argumentação das defesas, o júri foi encurtado em cerca de duas horas, segundo o assistente da acusação, Alberto Zacarias Toron. "Os jurados estão suficientemente informados", avaliou o Toron ao sair brevemente do plenário. DebatesEm sua exposição, o advogado de defesa de Suzane, Mauro Nacif, não apresentou nenhuma novidade. Ele manteve a tese que a jovem foi dominada e persuadida pelo então namorado, Daniel Cravinhos, a matar os pais. Suzane, Daniel e o irmão dele, Christian, são acusados de planejarem e matarem os pais dela, Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002.Nacif argumentou que Suzane apenas conheceu o caráter de Daniel em fevereiro de 2003, quando os três estiveram presos na carceragem do Fórum Criminal da Barra Funda. Segundo Nacif, naquela ocasião, Daniel e Christian teriam pedido a Suzane que ela contasse em seu depoimento que sofria abuso sexual do pai e que Manfred também molestava Andreas.No início de sua argumentação, Nacif deixou claro que pretendia provar o mentor do assassinato de Manfred e Marísia foi Daniel Cravinhos. Transformando a frase dita pelo promotor Roberto Tardelli em sua argumentação, Nacif disse que, na verdade, "o cérebro é Daniel, a coragem é Christia". Tardelli acusou tanto Suzane como Daniel de planejarem o crime. "Os dois estavam juntos nessa. Era o casamento perfeito entre o cérebro e a coragem", disse.Após argumentar por cerca de uma hora e meia, o advogado de defesa dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos, Geraldo Jabur, cedeu seu tempo restante para a defesa de Suzane, na quinta e provavelmente última sessão do julgamento dos três réus. "Não quero nulidade", disse Jabur. O advogado de Suzane, Mauro Nacif havia dito que pediria a anulação do julgamento caso não tivesse direito a duas horas e meia de argumentação. A promotoria defendeu a tese de que Suzane matou os pais em busca de uma vida fácil, pela herança que receberia. O promotor Roberto Tardelli disse que tanto a jovem, como Daniel, planejaram juntos o crime.

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