Caso Richthofen: Promotoria abre mão da réplica

Após o fim da defesa de Suzane von Richthofen, a promotoria abriu mão da réplica a que tinha direito. O juiz Alberto Anderson Filho perguntou se os promotores do Ministério Público desejavam a réplica, mas os advogados disseram não ser necessário. "Jurados estão suficientemente informados", avaliou o assistente da promotoria Alberto Zacarias Toron, ao sair brevemente do plenário. O promotor também disse que a "bomba" prometida pelo advogado de Suzane, Mauro Nacif, não passou de um blefe.O juiz deu um novo intervalo para que seja preparada a leitura dos quesitos, que é o questionário que será respondido pelos jurados na sala secreta. A nova previsão é de que o veredicto seja anunciado por volta de meia-noite desta sexta-feira, 21. Sem a réplica e a tréplica, o júri foi encurtado em duas horas, disse Toron. O juiz terá uma hora para explicar os quesitos; os jurados terão mais duas horas para decidir o veredicto. Em sua exposição, o advogado de defesa de Suzane, Mauro Nacif, não apresentou nenhuma novidade. Ele manteve a tese que a jovem foi dominada e persuadida pelo então namorado, Daniel Cravinhos, a matar os pais. Suzane, Daniel e o irmão dele, Christian, são acusados de planejarem e matarem os pais dela, Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002.Nacif argumentou que Suzane apenas conheceu o caráter de Daniel em fevereiro de 2003, quando os três estiveram presos na carceragem do Fórum Criminal da Barra Funda. Segundo Nacif, naquela ocasião, Daniel e Christian teriam pedido a Suzane que ela contasse em seu depoimento que sofria abuso sexual do pai e que Manfred também molestava Andreas.No início de sua argumentação, Nacif deixou claro que pretendia provar o mentor do assassinato de Manfred e Marísia foi Daniel Cravinhos. Transformando a frase dita pelo promotor Roberto Tardelli em sua argumentação, Nacif disse que, na verdade, "o cérebro é Daniel, a coragem é Christia". Tardelli acusou tanto Suzane como Daniel de planejarem o crime. "Os dois estavam juntos nessa. Era o casamento perfeito entre o cérebro e a coragem", disse.CravinhosApós argumentar por cerca de uma hora e meia, o advogado de defesa dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos, Geraldo Jabur, cedeu seu tempo restante para a defesa de Suzane, na quinta e provavelmente última sessão do julgamento dos três réus. "Não quero nulidade", disse Jabur. O advogado de Suzane, Mauro Nacif havia dito que pediria a anulação do julgamento caso não tivesse direito a duas horas e meia de argumentação. Alterada às 21h30, para correção da previsão de término do julgamento

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