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Caso Richtofen: acusados devem continuar presos

Os acusados pela morte do casal Manfred Albert e Marísia von Richthofen, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos e a filha do casal Suzane, devem responder ao processo pelo crime presos, apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) já ter concedido habeas-corpus a autores de homicídio qualificado a fim de que respondessem à acusação em liberdade. Essa é a opinião de especialistas e promotores consultados pela Agência Estado. O que diferencia esse caso de outros é a sua gravidade, como os fatos de haver mais de uma vítima, de mais de uma pessoa ter participado do delito e do furto de jóias, dólares e reais da casa pelos acusados.Segundo o jurista Luiz Flávio Gomes, a intensidade do dolo (intenção de cometer o crime) nesse caso é enorme. O fator deve ser levado em conta pela Justiça, que julgará um possível recurso da defesa para soltar os acusados: Suzane Louise, de 19 anos, filha do casal morto, e os irmãos Daniel, 21, e Christian Cravinhos de Paula e Silva, 26. "Por enquanto, dificilmente um tribunal os soltará."O homicídio, quando qualificado, passa a ser considerado pela lei um crime hediondo. O que o qualifica são as circunstâncias em que é cometido. Por exemplo: se o motivo foi torpe ou fútil, se a vítima não teve chance de defesa ou se foi cometido com meio cruel que provocou intenso sofrimento à vítima. Quando um crime é hediondo, o acusado deve responder ao processo preso.Para que alguém tenha a prisão preventiva decretada, é necessário que a Justiça entenda que sua liberdade constitui um perigo para a ordem pública ou que o acusado não vai comparecer aos atos processuais ou fugir, se condenado. Porém, a lei diz que quem é primário, tem bons antecedentes, ocupação e residência fixas tem direito de responder ao processo em liberdade. Normalmente, a Justiça decide caso a caso. Autores de crimes passionais, por exemplo, tidos como criminosos ocasionais, têm mais chance de serem soltos.Suzane, Daniel e Christian Cravinhos são todos primários e preenchem os demais requisitos para responder ao processo em liberdade. A Justiça, no entanto, pode considerar que, soltos, eles seriam um risco à ordem pública. "Esse caso é gravíssimo. Eles planejaram e executaram um crime pavoroso. Foram frios ao executar um casal que dormia. A Justiça deve mantê-los presos até o julgamento", diz o promotor Marcelo Milani, que acompanhou as investigações do crime.Acompanhe toda a história nos links abaixo. » 31/10: Casal é assassinado no Campo Belo » 1/11: Para vizinhos, casal era "simpático e reservado" » 2/11: Policiais investigam namorado e filha do casal » 4/11: Filha do casal depõe pela segunda vez » 5/11: Polícia volta à mansão do casal assassinado » 6/11: Para Polícia, casal foi assassinado por vingança » 7/11: Preso o irmão do namorado da filha » 8/11: Pedida prisão de suspeito de matar o casal » 8/11: A Polícia conclui: Suzane, a filha, tramou o assassinato » 8/11: Assassinos do casal têm prisão provisória decretada » 8/11: Polícia encontra material furtado da mansão do casal » 8/11: Suzane era meiga e quieta, dizem colegas » 8/11: Richthofen era homem-chave do Rodoanel » 8/11: Matam os pais e não mostram remorso » 8/11: Especialistas acreditam em "distúrbio mental" » 8/11: Casal queria mandar a filha para a Alemanha » 9/11: "Cheguei a pensar em desistir, mas já não tinha volta", disse Suzane » 10/11: ?Eu estava com raiva?, diz Suzane para presas » 10/11: Pena por morte de casal pode chegar a 50 anos » 10/11: Procurador diz que Andreas perdoa Suzane » 10/11: Polícia ainda procura armas do assassinato dos Richthofen » 11/11: Autores do crime não participarão da reconstituição, diz advogado » 11/11: Amor à moda antiga » 11/11: Promotor admite que Suzane ajudou a espancar os pais » 12/11: Um dos autores da morte de casal sofreu assalto » 12/11: Andreas deseja rever irmã o mais breve possível » 12/11: Família de Suzane vai acusar Daniel e Christian » 13/11: Reconstituição esclareceu "pontos obscuros » 13/11: Multidão agride Suzane, Daniel e Christian e os chama de "assassinos" » 13/11: Andreas reencontra irmã na reconstituição do crime

Agencia Estado,

15 de novembro de 2002 | 17h08

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