Casos de estupro assustam a USP

O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Adolpho José Melfi, disse ontem ao JT que a reitoria já está tomando providências sobre os recentes casos de estupros ocorridos dentro da universidade. Segundo ele, há 15 dias a prefeitura do campus se reuniu com policiais militares do 16º Batalhão - responsável pela região da USP -, do 93º Distrito Policial do Jaguaré e com a guarda universitária."Temos informações de que em outubro houve dois casos de estupro, um deles dentro da USP. Em setembro também ocorreram algumas tentativas", admitiu Melfi.O reitor disse também que, desde que souberam do segundo caso, distribuíram cartilhas com dicas de segurança aos alunos. Para Melpi, a área da USP é muito grande e isso dificulta o policiamento. "Estamos melhorando a iluminação na Cidade Universitária, principalmente nos locais de preservação florestal que são mais escuros", disse. Ele, porém, descarta que o estuprador seja um funcionário ou aluno da USP."Pelas características que a polícia nos apresentou não acredito que seja alguém de dentro da universidade." Segundo o reitor, 1.100 policiais trabalham no policiamento da USP - 60 deles são da guarda universitária.À luz do dia - Na última quarta-feira, ao meio-dia, uma estudante foi estuprada, num estacionamento do campus da USP, no Butantã, zona oeste. Ela foi abordada por um homem armado com uma faca quando entrava em seu carro, na frente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Segundo a 3º Delegacia de Defesa da Mulher, é o 6º caso de estupro de estudante ocorrido no interior ou nas proximidades da universidade nos últimos três meses.Os centros acadêmicos da USP e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) se reuniram ontem para discutir o assunto. "Já colocamos cartazes no prédio da faculdade e estamos informando os alunos sobre o que está ocorrendo. A nossa orientação é para que as pessoas combinem caronas e evitem andar sozinhas no campus em qualquer horário", explica Samantha Stamatiu, de 25 anos, estudante e diretora do centro acadêmico de Letras.Na madrugada de ontem foi registrado outro atentado violento ao pudor próximo à Cidade Universitária. A empregada doméstica M.P.S., de 48 anos, estava indo para o Hospital Universitário (HU) quando foi abordada na Avenida São Remo. Segundo a vítima, o homem vestia uma farda da Marinha. No local, a polícia encontrou uma mochila com a carteira de identificação de um marinheiro que trabalha no Centro Tecnológico da Marinha, que fica dentro da USP.

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