Casos de varíola bovina aumentam no Vale do Paraíba

Cerca de 600 animais e 58 pessoas adquiriram, de setembro até agora, a varíola bovina no Vale do Paraíba. A maioria dos casos está concentrada entre as cidades de Guaratinguetá e Queluz, na divisa com o Estado do Rio de Janeiro. O primeiro caso foi notificado no dia 26 de setembro. A doença já foi encontrada em mais de 70 propriedades rurais. A situação preocupa os órgãos de saúde da região. A Vigilância Epdemiológica da Divisão Regional de Saúde de Taubaté, responsável por 27 municípios, e o Escritório de Defesa Animal de Guaratinguetá estão traçando metas para combater as doenças nas pessoas e nos animais. Os casos estão sendo mapeados e uma cartilha será editada para ensinar as pessoas a evitar a doença. A varíola bovina não tem ligação com a varíola humana, já erradicada no País, e pode ser controlada, não levando à morte. Os primeiros sintomas são bolhas nas mãos, febre alta e fortes dores de cabeça. Nos animais, a doença atinge as mamas das vacas e desaparece em vinte dias. Segundo o chefe da Defesa Animal de Guaratinguetá, Aloísio Ramos Ferreira, é preciso os proprietários das fazendas localizadas entre Taubaté e Queluz tratem os animais com mais higiene, como limpeza nos currais e banhos antes da retirada do leite, para impedir a proliferação do mal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.