Catarinenses famosos têm parentes atingidos

Nascida em Blumenau, a modelo Mariana Weickert, de 26 anos, não acreditou na descrição da enchente feita pela mãe. A top estava na Amazônia, sem acesso aos noticiários, e telefonou apenas para ter notícias da família. "Achei que era brincadeira. Não era possível ter deslizamentos e desmoronamentos ali, em morros tão cobertos de vegetação." Como ela, outros catarinenses "ilustres" não se conformam com a tragédia que se abateu sobre o Estado.A sensação de Mariana piorou quando ela ligou para as amigas de Blumenau. "Elas relataram histórias de velhinhos deixando um asilo nos colchões, com as sondas. Não acredito que isso tudo é na minha cidade, onde cresci. Eu pensei em ir pra lá neste fim de semana, mas estou desistindo. Dói menos quando você não vê diretamente toda a tragédia."A jogadora de vôlei Ana Moser, catarinense de 40 anos, liga todos os dias para saber como está a família, em Blumenau. "Já estávamos esperando a chuva e a enchente, porque a meteorologia havia avisado. Na casa do meu tio, a água subiu 11 metros, pouco se comparado aos 15 metros da enchente de 20 anos atrás, época da última enchente. Mas é um povo que reconstrói e se ajuda" O Instituto Guga Kuerten (IGK) do tenista Gustavo Kuerten, de 32 anos, que mora em Florianópolis, vai trabalhar para recompor as casas dos mais atingidos, com auxílio de parceiros e assistentes sociais. "Precisamos acreditar na nossa capacidade de vencer desafios porque aqui em Santa Catarina somos todos especialistas em superação pessoal."

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