Católicos refletem sobre violência e pobreza no Corpus Christi

O cardeal D. Cláudio Hummes, arcebispo metropolitano de São Paulo, rezou nesta quinta-feira pela manhã, na Catedral da Sé, a missa de Corpus Christi. Neste ano, o cardeal passou como mensagem para os católicos a reflexão sobre violência e pobreza. Os fiéis chegaram cedo para receber a eucaristia.A celebração de Corpus Christi (corpo de Cristo) foi criada em 1264, pelo papa Urbano IV. Trata-se da comemoração de um dos sete sacramentos da Igreja Católica, a Eucaristia, que é a presença de Cristo no pão e no vinho consagrados na missa.A tradição de montar tapetes com serragem e areia coloridas se manteve no interior do Estado. Cidades como Santana de Parnaíba, a 40 quilômetros da capital, e Caçapava, no Vale do Paraíba, se enfeitaram, abrindo caminho para procissões acompanhadas por milhares de fiéis. No Santuário Nacional de Aparecida, 15 mil pessoas assistiram à missa das 9 horas, rezada pelo arcebispo d. Raymundo Damasceno Assis. Entre os fiéis, estavam os senadores petistas Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy e os deputados Ângela Guadagnin e Carlinhos de Almeida.O papa Bento XVI comandou a procissão em Roma, depois de uma cerimônia na Basílica de São João de Latrão. Ele ressaltou que a humanidade sofre de "fome física e psíquica". Cerca de 50 mil pessoas acompanharam a missa, na esplanada do tempo católico.Arte nas ruasEm Caçapava, sete longos quarteirões do centro da cidade foram enfeitados com 84 toneladas de areias coloridas, seguindo uma tradição de 40 anos de decorar as ruas no dia de Corpus Christi. O trabalho foi feito a 2.400 mãos. "Foram 1.200 voluntários de paróquias e escolas que trabalharam duro desde a noite de quarta-feira", contou o diácono Adonis Souza, que coordena a preparação da festa. Além da areia colorida, tingida por voluntários de cinco paróquias, também foram usados tampinhas de garrafa, pó de serragem, isopor, casca de ovo e "muita criatividade e dom artístico", completou Souza. Para que tudo desse certo o trabalho começou a ser realizado no início do ano.O percurso enfeitado de três quilômetros de extensão só foi desmanchado no final da tarde, com a passagem da procissão que reuniu dez mil fiéis. Alternando músicas e orações, os católicos saíram da igreja de Santo Antonio, passaram pela Igreja Matriz onde novamente pararam e rezaram e finalizaram o cortejo na Igreja de São Benedito, onde foi celebrada uma missa.AparecidaNo Santuário Nacional de Aparecida, maior centro de peregrinação do País, a missa foi rezada por d. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo da cidade. Outros 30 padres, entre eles monsenhor Baltasar Cardozo, da Venezuela, e monsenhor Hector Gutierrez, da Colômbia, também participaram da celebração.Neste ano o tema da festa foi "Vinde e Vede. Ele está no meio de nós". Ao final do sermão, dom Raymundo disse que é da Eucaristia - hóstia que significa o Corpo e Sangue de Jesus Cristo - que os cristãos devem tirar a força e a esperança para enfrentar os problemas da vida. Até domingo, a direção do Santuário Nacional espera a presença de 150 mil romeiros.

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