Causa da morte de brasileira em Londres deve sair nesta quarta

Estudante de 30 anos tinha viagem marcada para Santa Catarina, onde ficaria três meses com a família

Marco Britto, do Estadão,

17 Outubro 2007 | 08h39

A causa da morte da estudante brasileira Lucinéia de Lima, de 30 anos, que foi encontrada morta na manhã de segunda-feira, 15, em Londres, deve ser revelada nesta quarta-feira. Lucinéia foi encontrada morta em seu apartamento por uma amiga, identificada apenas como Carol, com quem ela dividia o imóvel na Inglaterra. Lucinéia era de Blumenau, Santa Catarina, e o corpo da estudante foi liberado na manhã de ontem para que seja realizada a necropsia.   A testemunha informou que o apartamento estava muito revirado, mas não havia sinais de arrombamento. Segundo Carol, Lucinéia tinha hematomas no corpo e havia um saco plástico próximo da cabeça. Na manhã da segunda-feira, ao chegar em casa, Carol encontrou a amiga morta. As autoridades policiais trabalham com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).   Carol disse que conversou com a vítima pela última vez na noite de sábado, para avisar que não iria dormir em casa. De acordo com informações fornecidas pela família, no domingo Lucinéia não compareceu ao salão de beleza onde tinha hora marcada.     O Consulado Brasileiro em Londres está fazendo a ponte entre a família de Lucinéia e as autoridades envolvidas no caso. Dalva de Lima, irmã da vítima, está providenciando o passaporte na Polícia Federal em Itajaí (SC). Ela acredita que até sexta-feira já deve ter condições de embarcar para a Inglaterra e acompanhar as investigações e o traslado do corpo para o Brasil.   Lucinéia estava com viagem marcada para Santa Catarina no sábado. Tinha decidido interromper o curso na faculdade para passar três meses com a família. A catarinense estudava Comércio Exterior e morava em Londres com Carol e outras amigas brasileiras havia três anos. Tinha um namorado, inglês, com quem se relacionava havia sete meses.   Desde a quarta-feira, 10, o rapaz está em Washington, nos Estados Unidos, onde, segundo a família da vítima, permanece incomunicável. Em entrevista à Rádio CBN, o cunhado de Lucinéia, Temian Pereira, afirmou que nos contatos que a moça mantinha com parentes no Brasil nunca apresentou queixa de nenhuma pessoa conhecida, nem do namorado nem de amigos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.