CDP concentra detentos da região de Campinas

O novo Centro de Detenção Provisória de Hortolândia recebe amanhã os cerca de 200 presos mantidos no 2º Distrito Policial (DP) de Campinas. Com a transferência, a região deixará de ter presos encarcerados em distritos policiais, onde a segurança costuma ser menor. Por outro lado, as seis unidades do Complexo Penitenciário de Hortolândia passarão a abrigar pelo menos 5 mil presidiários, a maior concentração do Estado. O novo CDP foi inaugurado na semana passada. O coordenador das unidades regionais da Região Central, João Batista Paschoal, comentou que também deverão ser transferidos para o novo CDP presos das cidades de Sumaré, Valinhos e Paulínia, atualmente encarcerados em DPs. "Somente permanecerão nas delegacias presos especiais, ou que estejam cumprindo temporárias", disse. Paschoal reconheceu que Hortolândia passará a abrigar um número alto de presos, mas lembrou que eles estão divididos em seis unidades, com capacidade para 900 detentos cada, em média. As unidades têm administração autônoma. O coordenador afirmou que a maioria dos detentos do Complexo de Hortolândia são provenientes da região, principalmente de Campinas. "Eles têm que ir para algum lugar. Não tem jeito", disse Paschoal. Segundo ele, há muita gente sendo presa na região. "No ritmo de segunda-feira passada, quando 21 pessoas foram detidas em apenas uma operação, no megadesmanche descoberto em Campinas, o novo CDP vai estar lotado em duas semanas", disse. Atualmente, 190 policiais militares e 800 agentes penitenciários trabalham no Complexo de Hortolândia, conforme Paschoal. Segundo ele, a PM deverá deslocar outros 40 PMs para fazer a guarda no novo CDP e mais 210 agentes serão contratados nos próximos meses. Esse efetivo, afirmou, será suficiente para garantir a segurança no local. O comandante da PM de Hortolândia, Wagner Correia, comentou, porém, que dos 230 policiais militares da cidade, 190 trabalham nas unidades penitenciárias. Ele defendeu que seriam necessários mais 120 PMs para o município. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública foi procurada, mas não se manifestou.

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