Ceará investiga execuções de agentes penitenciários

'Consórcio' de presos do Instituto Penal Paulo Sarasate estaria financiando pistoleiros

Carmen Pompeu, de O Estado de S. Paulo,

30 Novembro 2007 | 18h29

O Ministério Público do Ceará pediu ao secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Monteiro, para que seja investigada a existência de um 'consórcio' de presos no Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), presídio considerado de segurança máxima. O suposto consórcio estaria financiando a morte de agentes penitenciários e traficantes de droga. O pedido de abertura de inquérito para apurar a denúncia foi feito pelo promotor de Justiça, Francisco Marinho. Essa mesma denúncia havia sido encaminhada à Secretaria de Justiça, há duas semanas, depois que um agente foi morto por pistoleiros. De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Ceará, Augusto Coutinho, os presos estariam se cotizando para custear as execuções. Coutinho diz ainda que, desde o ano passado, muitos agentes recebem ameaças de morte. Ele acredita que essas ameaças sejam conseqüências da descoberta, ao longo do ano, da existência túneis escavados pelos presos, que seriam usados para fugas em massa. A possível existência do consórcio veio à tona depois que o agente Francisco Cléber Nobre da Silva foi executado, no dia 11 de dezembro, por desconhecidos que ocupavam um Gol branco. Foi a segunda execução em um intervalo de um ano. Em dezembro do ano passado, o agente Marcos Aurélio de Sousa Barbosa, 37, foi executado com três tiros de revólver, quando voltava para casa, no bairro São Cristóvão. Outros dois agentes sofreram atentados, mas conseguiram sobreviver.

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