CEF diz que prêmio da Mega Sena foi depositado em 4 contas

O empresário já teria sacado R$ 285 mil e transferido R$ 2 milhões para uma conta no banco Bradesco

13 Setembro 2007 | 16h10

Francisco Assis de Lima, um dos advogados do serralheiro Flávio Junior Biassi, de 21 anos, que alega ser o autor dos números ganhadores do concurso 898 da Mega Sena, recebeu na quarta-feira a informação, repassada pela Caixa Econômica Federal à Justiça, dos nomes dos beneficiários de parte do valor do prêmio.   Segundo a edição desta quinta-feira, 13, do jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, os valores foram depositados em outras quatro contas, que seriam dos apostadores no bolão feito com Altamir José da Igreja, o então portador do bilhete. Por conta do sigilo bancário, as identidades não foram divulgadas à imprensa.   Conforme Lima, também não foram detalhados à Justiça os valores depositados em cada conta. O processo principal, que buscará judicialmente o suposto direito de Flávio Junior Biassi de ficar com o dinheiro, deve ser protocolado na próxima semana, segundo Lima.   Caso o recurso da outra parte, pedindo o desbloqueio do dinheiro, for aceito pelo Tribunal de Justiça, o advogado de Biassi afirma que deve entrar com um agravo de instrumento no Superior Tribunal de Justiça para buscar o que julga ser direito de seu cliente.   Um dos advogados de Altamir e dos outros supostos beneficiários, André Ângelo Masson, disse apenas que, por estratégia processual e a pedido da família, a banca de advogados não deve falar nada a respeito do processo por enquanto.   Na terça-feira, os advogados receberam a notificação sobre a liminar. Eles têm cinco dias úteis para entrar com o recurso solicitando o desbloqueio do dinheiro que está em poupanças da Caixa.   Também segundo o Diário Catarinense, o empresário Altamir José da Igreja sacou R$ 285 mil do prêmio e transferiu R$ 2 milhões para uma conta do banco Bradesco antes de desaparecer de Joaçaba, oeste de Santa Catarina, na semana passada. A partir das informações do banco fornecidas à Justiça e repassadas ao advogado, o valor que ainda está depositado na Caixa é de pouco mais de R$ 25 milhões.

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