Celebrando México, Viradouro faz folia colorida e organizada

Agremiação retratou personagens do país latino, como Diego Rivera; rainha mirim, de 7 anos, roubou a cena

Gabriel Pinheiro, estadao.com.br

15 de fevereiro de 2010 | 03h02

 

RIO - Quarta escola a entrar na Marquês de Sapucaí na primeira noite de desfiles, a Viradouro fez um desfile competente. A escola mostrou o enredo "México, o paraíso das cores, sob o signo do sol", apostando em alas e fantasias coloridas para conquistar o título que não vem há 12 anos. Apesar de não trazer surpresas e ter empolgado pouco, a agremiação finalizou sua folia dentro do tempo e não foi prejudicada por incidentes.

 

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A referência às cores e à alegria do México apareceu logo no abre-alas. As origens da cultura do mexicana também foram lembradas por figuras históricas, como o rei asteca Montezuma e o explorador espanhol Hernán Cortez. Um dos destaques foi a representação de um dos maiores pintores da história do país, Diego Rivera (1886 - 1957), interpretado pelo ator Marcos Oliveira, o Beiçola de A Grande Família.

 

A rainha da bateria Júlia Lira, de apenas 7 anos, filha do presidente Marco Lira, desfilou na escola após muita polêmica. O pedido de autorização para que a menina pudesse participara da festa foi encaminhado ao Juizado de Menores do Rio, mas ela conseguiu a liberação apenas na semana anterior ao desfile.

 

 

Assustada com o assédio dos repórteres, ela cumprimentou o público cercada por seguranças antes de entrar na avenida e parecia nervosa diante da multidão de fotógrafos. Não era para menos: seu posto já foi ocupado por beldades como Luma de Oliveira e Juliana Paes.

 

A escola trouxe cerca de 3,5 mil integrantes espalhados por 34 alas. O único título da Viradouro foi conquistado em 1997, com Joãosinho Trinta, que comandou o samba-enredo "Trevas, Luz e a Explosão do Universo."

 

No fim da apresentação, Mônica Lira, mulher do presidente da escola, emocionou-se. "A escola estava linda. Foi tudo muito difícil, sem patrocínio. Tudo foi feito com muito esforço pelo meu marido e nós merecemos voltar no sábado de carnaval."

 

(Com Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo)

 

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