Celebridades nem sempre favorecem partidos políticos

A participação de artistas e esportistas como candidatos nas disputas eleitorais é um fenômeno "inevitável", mas nem sempre favorável aos partidos políticos, segundo Rui Tavares Maluf, mestre em Ciência Política pela Unicamp. O cientista político afirma que as candidaturas pouco acrescentam para os partidos conseguirem aumentar suas bancadas, pois muitos dispersam os votos. "A fórmula serve só aos dirigentes partidários, justamente para melhorar a popularidade das suas siglas. As candidaturas dos famosos crescem justamente quando os políticos gozam de pouco prestígio junto ao eleitorado ou quando passam por um período de impopularidade ou de grandes escândalos como o que vivemos no presente. Basicamente, ela é feita para tentar atrair a empatia do eleitor na campanha política", disse Maluf. Para ele, a atual regra eleitoral facilita e estimula a candidatura dessas "celebridades". No entanto, uma lista com candidatos fechados escolhidos pelos partidos ou o voto distrital eliminaria essa possibilidade, pois, muitas vezes, o eleito não mantém vínculos partidários ou mesmo representa as propostas do partido. Ele ressalta que, muitas vezes, a própria candidatura do famoso ou do esportista não decola porque suas propostas estão associadas somente a uma propaganda vazia. "A eficácia nem sempre é comprovada, porque a campanha é toda fundamentada na imagem da pessoa."

O Estadao de S.Paulo

03 Outubro 2007 | 00h00

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