Celso Daniel pensou que seqüestro era político, diz criminoso

Ao ser seqüestrado, o prefeito Celso Daniel perguntou aos bandidos se o crime era uma ação política. Foi o que revelou, pouco antes de viajar para São Paulo, o seqüestrador José Édson da Silva, apontado com o autor dos tiros que matou Celso Daniel para a TV Bahia (afiliada à Globo) que conseguiu ter acesso ao bandido antes dos outros órgãos de imprensa. Na entrevista exibida no noticiário de hoje da emissora, Silva dá detalhes de toda a operação do seqüestro e morte do prefeito de Santo André.Silva negou ter participado da execução do prefeito, e disse que o carro em que Daniel viajava foi abordado pela quadrilha porque um outro carro, que seria assaltado, escapou do bando: ?A gente ia roubar uma caminhonete que vinha com dinheiro de uma Ceasa?, disse, explicando que essa primeira vítima ?foi perdida?. ?Então disseram, qualquer importado pega, que tem dinheiro?, contou. Celso Daniel teria perguntado, ao ser capturado, se a ação era política. Silva disse ter respondido que não sabia.Segundo o criminoso, Celso Daniel foi assassinado pelo menor L.S.N., o ?Alex?, preso na manhã de hoje pela polícia paulista. Silva disse que estava no volante do carro usado no crime quando o prefeito foi assassinado. Ele acredita que Daniel foi morto porque os outros membros da quadrilha souberam que haviam capturado um político importante.

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