FOTO WILTON JUNIOR / ESTADÃO
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Cenário: Com patrulha sem PM, militares mudam tom

Soldados e fuzileiros navais estão fazendo patrulhas próprias em locais mantidos em sigilo até a ordem de saída do grupo para as ruas

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 03h01

A intervenção das Forças Armadas no Rio subiu de tom. A escalada militar é discreta, na difícil medida em que pode ser sutil a mobilização de 3, 4 mil combatentes da tropa, acompanhados de grandes blindados e apoiados por 350 agentes policiais, para atuar no Complexo do Lins, um entreposto do tráfico. 

Ao mesmo tempo, em Bangu, 220 homens do Exército entraram sem cerimônia na Penitenciária Gabriel Castilho para uma revista nas “celas dos ilustres”, os líderes do crime organizado. Não é missão das Forças Armadas, reconhecia ontem um oficial envolvido no planejamento, “mas é preciso mostrar que não há lugar ou espaço de santuário nos quais não possamos entrar e dominar”.

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A ação no Lins começou bem cedo, por volta das 6 horas, com troca de tiros e explosões ao longo de toda a manhã, segundo os moradores, ou durante 45 minutos, de acordo com a polícia. Pouco depois do meio-dia a, área foi considerada estabilizada. No local, continuaram funcionando os postos de controle e de observação. 

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Esta é uma novidade. Soldados e fuzileiros navais, em grupos de 10 ou 12 militares, eventualmente guarnecidos por veículos armados, agora estão fazendo patrulhas próprias, sem a participação da PM, em locais mantidos em sigilo até a ordem de saída do grupo para as ruas. 

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