Centrais telefônicas são ´alma´ do PCC

As centrais telefônicas são a alma do Primeiro do Comando da Capital (PCC). As primeiras foram descobertas pela Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento de Investigação Sobre o Crime Organizado (Deic). Entre policiais do departamento, os principais especialistas sobre a ação da facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios, a máxima é que "sem comunicação não há organização".A primeira investigação sobre as centrais telefônicas - feita pela equipe do delegado Ruy Ferraz Fontes - levou ao fechamento de 26 delas. Mas a polícia admite que é impossível calcular quantas estão sendo usadas pelos criminosos atualmente.O diretor do Deic, Godofredo Bittencourt Filho, disse que os bandidos sentiram o golpe com a prisão de vários de seus parentes, em maio do ano passado. Mulheres de presos monitoravam as centrais e transferiam ligações para celulares em diversos presídios do País. "Isso mexeu com o íntimo deles", explicou o delegado.Apesar da descoberta de várias centrais, policiais do Deic consideram que o problema só vai estar solucionado quando houver o bloqueio do sinal de celulares nas cadeias. O diretor do Deic disse ainda que as empresas de telefonia precisam colaborar com a atuação da polícia. "A operadora facilitou o máximo para o contribuinte, mas tem de fazer o mesmo com a segurança pública", afirmou.Ainda segundo Bittencourt Filho, o PCC não possui mais um grande líder. "O bandido fica mais importante de acordo com o crime que ele comete e o quanto ele repercute. É assim que ele fica importante quando vai para a cadeia", disse o diretor do Deic.

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