Centro-Oeste sofre mais com falta de chuva

Em Brasília e em Goiânia, não chove há cerca de 3 meses

Marcelo Valletta, O Estadao de S.Paulo

31 de julho de 2008 | 00h00

"Durante o inverno, é um inferno." Com esse trocadilho, o meteorologista André Madeira, da Climatempo, esclarece que durante a estação é normal a temporada de seca, na qual algumas regiões do País ficam sem chuvas por semanas e a umidade relativa do ar cai abaixo de 30% - considerado estado de atenção pela Organização Mundial da Saúde. As regiões mais atingidas pela falta de chuva nesta época são a Centro-Oeste, Sudeste, interior do Nordeste e o sul da Norte.Segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro-Oeste registra a situação mais grave. Em Brasília e em Goiânia, as médias (calculadas em um período de 30 anos) de precipitação nos meses de junho e de julho ficam em torno de 10 mm. Nessas capitais, não chove desde 28 de abril e 3 de maio, respectivamente - ou seja, o inverno de 2008 está mais seco do que o normal. Às 15 horas de ontem, a umidade relativa do ar em Brasília e em Goiânia estava em 29% e 25%, respectivamente.Em Cuiabá, onde os índices não são muito maiores, também não choveu em junho e julho. A capital de Mato Grosso tem registrado índices muito baixos de umidade relativa do ar: às 15 horas de ontem, era de apenas 19%. Em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, a última chuva foi em 10 de junho, mas o nível medido naquele mês foi de 2,7 mm - enquanto a média histórica é muito maior, de 44,8 mm. A umidade relativa do ar em Campo Grande, às 15 horas de ontem, era de 22%.Em Belo Horizonte, choveu mais do que o dobro da média em abril, mas em maio o índice foi de apenas 0,5 mm, e o de junho, de 2,1 mm. Na capital mineira não chove desde 25 de junho. O Rio é exceção: lá, choveu acima da média em julho - mas, ontem, a umidade relativa do ar na capital fluminense era de 37%, considerado baixo para uma cidade litorânea.Segundo Madeira, a partir deste fim de semana deve chover nos Estados de São Paulo e Rio, no sul de Minas e de Mato Grosso do Sul e no Pantanal. "Brasília e região ainda vão sofrer mais um pouco", diz.

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