Cerca de 40% dos vôos no País estão atrasados ou cancelados

Após um fim de semana de longasesperas para os passageiros no país, a manhã destasegunda-feira trouxe mais atrasos e cancelamentos nosprincipais aeroportos brasileiros. Segundo a Infraero, entre 0h e às 10h, dos 644 vôosprogramados, 32,4 por cento registravam mais de uma hora deatraso e 8 por cento haviam sido cancelados. Um dos aeroportos que registrou maior número decancelamentos foi o de Congonhas, com 12 vôos cancelados dos 72agendados para esta manhã. No Rio de Janeiro, no AeroportoInternacional do Galeão, dos 51 vôos programados, 11 tinhamatrasado com mais de uma hora e cinco haviam sido cancelados. As informações sobre a situação em Congonhas, onde chove,são conflitantes. De acordo com a Infraero, a pista auxiliar do aeroportoficou brevemente fechada, entre 10h25 e 10h55, para medição dalâmina d''água. Já a TAM disse, através de sua assessoria, quetodas as suas aterrissagens haviam sido transferidas para oAeroporto Internacional de Guarulhos devido à interrupção dospousos em Congonhas. A Infraero negou tal interrupção, mas admitiu que existerestrição de alguns vôos de maior porte na pista auxiliar doaeroporto. A TAM suspendeu o check-in em Congonhas até o meio-diadesta segunda-feira. Parte de seus vôos foi transferida paraGuarulhos, e os que decolariam de Congonhas foram cancelados. Desde o desastre da semana passada com o vôo 3054 com umAirbus da TAM, que levava 187 pessoas a bordo, pilotos têmdemonstrado temor em pousar em Congonhas. Na sexta-feira, a TAM confirmou que 10 vôos foramtransferidos do aeroporto para Guarulhos após seus pilotosacharem melhor mudar de rota devido à forte neblina. No final de semana, os aeroportos do país voltaram a serpalco de longas filas, após um problema na madrugada de sábadonos radares do sistema Cindacta-4, na região da Amazônia. Emnota, a Aeronáutica disse nesta segunda-feira que o incidentefoi causado por um curto-circuito, mas que haverá uma apuraçãodo que levou à interrupção da energia no local. Alguns vôos internacionais que saíram do Aeroporto deGuarulhos tiveram que retornar, enquanto outros que já estavammais próximos de Manaus aterrissaram na cidade. Por contadisso, um efeito cascata prejudicou toda a malha aérea dopaís.

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