Cerca de 60 desabrigados permanecem na sede da Prefeitura do Rio

Grupo, desalojado de prédios da telefônica Oi, espera por solução para a falta de moradia

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2014 | 13h29

RIO - Cerca de 60 desabrigados continuam esperando por uma solução para a falta de moradia junto à sede administrativa da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, no centro do Rio. Eles estavam até sexta-feira passada,11, na chamada Favela da Telerj, instalada em um prédio abandonado pela empresa de telefonia Oi, no Engenho Novo, zona norte.

O grupo, que já chegou montar acampamento com 700 pessoas na porta do centro administrativo municipal, ainda acredita que conseguirá pressionar a Prefeitura a dar casas para todos. "Tem muitos oportunistas, gente de outras comunidades que vêm para cá perguntando 'É aqui que estão cadastrando para o Minha Casa, Minha Vida?'", disse a costureira Vera Lúcia Monteiro, de 44 anos, que estava na ocupação do prédio abandonado e participa do grupo desde a sexta passada.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS), que negocia com os desabrigados, já cadastrou mais de mil famílias para eventual inscrição no Minha Casa, Minha Vida. Segundo o órgão, não há como fornecer casas ou mesmo aluguel social de imediato, pois é preciso avaliar a situação socioeconômica de cada um primeiro.

A frente da Prefeitura continua tomada por dezenas de guardas municipais para evitar que o grupo volte para o local.

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