Cercado, Pimenta Neves convida policiais a entrar em sua casa

Como prisão não é flagrante, agentes não podiam invadir residência para cumprir ordem do STF

Renato Machado, O Estado de S. Paulo

24 de maio de 2011 | 18h56

SÃO PAULO - Policiais da Divisão de Captura da Polícia Civil chegaram por volta das 18h30 desta terça-feira, 24, à casa do jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, no bairro nobre de Santo Amaro, zona sul da capital paulista. Cerca de uma hora depois, enquanto cercavam a residência e tentavam um acordo para que ele se entregasse, foram convidados a entrar. Sem mandado judicial e devido ao horário, eles não podiam invadir a residência para cumprir a determinação da prisão dada nesta tarde pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a menos que se tratasse de um flagrante.

 

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Os ministros da 2ª Turma do STF determinaram que o jornalista comece a cumprir a pena de 15 anos de reclusão em regime inicialmente fechado à qual foi condenado pelo assassinato da também jornalista Sandra Gomide, em 2000.

 

Os ministros rejeitaram por unanimidade um recurso da defesa de Pimenta e concluíram que chegou a hora de ele começar a cumprir a pena. O jornalista confessou o assassinato de Sandra, que foi sua namorada.

 

Histórico. A jornalista foi morta em 20 de agosto de 2000, com um tiro na cabeça e outro nas costas. À época, eles haviam rompido um namoro de cerca de três anos. Ambos trabalhavam no Estado - ela, aos 32 anos, como editora do caderno de Economia e ele, aos 63, como diretor de redação. O crime, considerado passional, aconteceu no Haras Setti, em Ibiúna, interior de São Paulo.

 

Texto atualizado às 19h35.

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