Cerco a suspeitos de assalto a bancos completa cinco dias

O cerco policial a sete suspeitos de assaltos a bancos no interior de Minas, na semana passada, completou nesta sexta-feira, 16, cinco dias. Até o início da noite, os criminosos e três pessoas feitas reféns não haviam sido localizados. A polícia mineira mantém um efetivo de 400 homens nas buscas concentradas na zona rural de Riachinho, no noroeste do Estado. A Secretaria de Defesa Social (Seds) informou que os policiais investigam se o desaparecimento de um fazendeiro da região tem relação com o caso. A suspeita é que ele também possa ter sido tomado como refém pelos bandidos, que estariam escondidos desde a noite de domingo em uma área de mata fechada de 8 mil hectares do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na região que abrange as cidades de Riachinho e Bonfinópolis de Minas. De acordo com a Seds, a notícia de um quarto refém, no entanto, ainda carecia de informações factíveis. A demora nas buscas aos assaltantes deixa apreensiva a população e as autoridades públicas locais. Por ordem do prefeito de Riachinho, Valmir Gontijo Ferreira (PP), nos últimos dois dias as aulas nas 12 escolas da cidade (de 8,5 mil habitantes) foram suspensas. Os serviços de atendimento médico na zona rural também foram suspensos. No último dia 6, agências do Banco do Brasil em São Romão - a 511 quilômetros de Belo Horizonte - e em Riachinho foram assaltadas. A estimativa é que os bandidos tenham levado R$ 600 mil. O governo mineiro deslocou dois helicópteros para auxiliar na caça aos assaltantes. Um lavrador, que foi preso sob a suspeita de colaborar com os criminosos, informou que o bando está armado com dois fuzis - um deles A-47, de fabricação russa, e outro 7.62mm -, três pistolas, uma submetralhadora 9 mm e cinco revólveres. A polícia mineira trabalha com a hipótese de que os assaltantes sejam originários de São Paulo, Goiás, ou Distrito Federal.

Agencia Estado,

16 Fevereiro 2007 | 20h34

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