Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Cerimônia de hasteamento de bandeiras simboliza retomada do território

Ato ocorreu na quadra central da Favela Parque Boa Esperança, no Complexo do Caju

Marcelo Gomes,

03 de março de 2013 | 11h27

Foi realizada às 10h20m deste domingo a cerimônia de hasteamento das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro na quadra central da Favela Parque Boa Esperança, no Complexo do Caju, zona portuária do Rio. Policiais militares, civis e rodoviários federais, além de fuzileiros navais, participaram da cerimônia, que simboliza a retomada do território – há anos sob domínio do tráfico de drogas – pelas forças de segurança do Estado. O hasteamento foi assistido atentamente por dezenas de moradores, a maioria crianças. Muitas delas brincavam com os cavalos do Regimento de Cavalaria da PM, que auxiliam no patrulhamento da região.

“É muito emocionante. Esperava por isso todos os dias. Antes a gente não podia sair de casa quando a polícia entrava aqui. Eu e meu filho já ficamos várias vezes no meio do tiroteio. Agora isso vai acabar, graças a Deus”, comemorou a operadora de caixa Maria da Conceição Neves, de 45 anos, moradora da favela Parque Boa Esperança há nove anos.

A partir de agora, as 13 favelas do Complexo do Caju serão ocupadas permanentemente pela Polícia Militar. Já a comunidade Barreira do Vasco, em São Cristóvão, na zona norte, será patrulhada pela Polícia Civil. O policiamento ficará reforçado até a futura instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), a 31ª da cidade, ainda sem data definida.

A tomada das favelas do Caju foi o último passo antes da ocupação do vizinho Complexo da Maré – formado por 15 comunidades que possuem cerca de 75 mil moradores. Cortada pelas três principais vias expressas da cidade – Avenida Brasil e Linhas Amarela e Vermelha – a Maré é rota obrigatória para quem chega ao Rio pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, zona norte, e segue em direção ao centro e à zona sul. 

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