Cesar Maia culpa shopping por tragédia durante chuva

O Rio teve hoje mais um fim de tarde com avenidas alagadas e carros arrastados na zona norte. Na Tijuca, o Rio Maracanã transbordou. O Instituto Nacional de Meteorologia divulgara alerta informando que haveria fortes pancadas de chuva, mas sem a intensidade do temporal da última sexta, que provocou a morte de 12 pessoas.Um dia após o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) criticar a prefeitura da cidade por ter autorizado, em 1999, a construção do Penha Shopping, onde morreram seis pessoas afogadas, o prefeito Cesar Maia (PFL) disse hoje que o problema foi terem fechado a porta do estacionamento subterrâneo, local da tragédia de sexta-feira.Para Maia, não é correto culpar irregularidades na construção do Penha Shopping pelo alagamento. "Esse raciocínio só pode servir ao shopping para livrar as suas responsabilidades", disse ele, em entrevista ao RJTV, da Rede Globo. No entanto, a Secretaria de Urbanismo vai avaliar o processo de construção.O advogado do shopping, Roberto Dória Júnior, disse que só vai se pronunciar após a divulgação do laudo da perícia na porta, pedido pela Polícia Civil. De acordo com o Crea, o shopping foi erguido de forma irregular, sobre um rio canalizado. A polícia investiga se a porta instalada na entrada do estacionamento para evitar inundação em caso de temporal era adequada a este fim. A estrutura, em aço e de 1,40 metro de altura, foi arrancada violentamente pela força da água das chuvas, que ultrapassou 1,60 metro. O gerente operacional do shopping, Bruno Praxedes, disse que a porta - que ficava recolhida no teto e era abaixada quando chovia - sempre foi eficaz, mas na última sexta a intensidade da chuva foi muito alta. A massa d´água ficou represada durante algum tempo, mas acabou derrubando a porta e arrastando pessoas que estavam próximas. Segundo ele, o shopping deverá instalar nova estrutura, mais resistente. O delegado Eduardo Freitas está convocando sobreviventes da tragédia e integrantes da brigada de incêndio do shopping.Hoje, gigogas tomaram a praia do Leblon, na zona sul do Rio. A Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) prometeu instalar em dois meses uma ecobarreira na Lagoa da Tijuca, na Barra, de onde vêm as plantas aquáticas, para tentar impedir que elas cheguem às praias. Uma barreira provisória já instalada não apresentou resultado satisfatório. Na semana passada, cerca de cem toneladas da planta foram retiradas da Lagoa da Tijuca.

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