CET estuda mudança de semáforos à noite

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estuda aumentar o número de semáforos desligados durante a madrugada. Segundo o diretor do Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV), Luiz de Carvalho Montans, a nova lei municipal que altera os semáforos para amarelo piscante pode trazer problemas aos motoristas. Atualmente, cem semáforos são desligados à noite, mas esse número pode ser ampliado. "Em princípio, a lei é boa, mas é maior o risco de um acidente que de roubo", afirma, lembrando que vários pontos não podem ser alterados, como o cruzamento da Avenida Paulista com a Rua Augusta e da Avenida Rebouças com a Faria Lima. Na terça-feira, a Câmara derrubou o veto ao projeto do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PL), que desliga parte dos semáforos da cidade das 23 horas às 5 horas. O objetivo é diminuir o número de assaltos aos motoristas no cruzamentos da cidade. A recomendação do diretor é que motoristas controlem a velocidade para se beneficiarem da redução de tempo de sinal fechado. "Calcular e esperar que o sinal fique verde é a melhor alternativa", diz. Segundo a CET, metade dos acidentes de trânsito em São Paulo acontece em cruzamentos, apesar de o espaço que eles ocupam representar apenas 10% das vias. Montans, acredita, no entanto, que para mudar os 5 mil cruzamentos com semáforos da cidade demoraria cinco anos. Uma comissão de técnicos da CET foi formada para estudar a aplicação da lei e o valor necessário para a substituição dos equipamentos. A estimativa é que seriam gastos R$ 20 milhões. AcidentesUma experiência com sinais amarelos já foi realizada em 1983 na cidade. Os dados coletados apontaram aumento de 20% nos acidentes. Em Campinas, os "amarelos piscantes" foram adotados há 8 anos. Com uma frota de aproximadamente 480 mil veículos, a cidade apresentou um índice de 2,3 acidentes por 10 mil veículos em 1999 - número inferior ao de São Paulo - 3,57 - e Porto Alegre - 3,19. "O cruzamento fica mais seguro com o amarelo piscante que com motoristas desrespeitando o vermelho", comenta Robert May Neto, da Secretaria Municipal de Transportes de Campinas. Em fase de expansão, o projeto da Setransp inclui placas indicando preferência nos cruzamentos entre 21 e 6 horas. Em São Paulo, o DSV adotou medidas para diminuir o risco de assaltos nos cruzamentos. A principal foi diminuir o tempo do sinal vermelho: de 120 para 30 segundos nos horários de menor movimento.

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