CET estuda proibição total de estacionamento

Técnicos definirão onde será possível impedir parada, a exemplo de alguns lugares na zona sul; secretário já espera uma reação negativa

Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

20 Agosto 2009 | 00h00

"Temos de mudar essa mentalidade de que a rua é para estacionar veículos e não para o trânsito", disse, ontem, o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes. E brincou: "Eu quase não gosto de tirar vagas", referindo-se ao corte de cerca de 1,5 mil vagas feitas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) somente no último ano. Ao contrário dos parquímetros, que dependem de licitação, a restrição de estacionamento só depende do fim dos estudos técnicos que foram pedidos em junho. Moraes argumenta que a restrição de estacionamento é necessária para garantir fluidez. Embora afirme que há uma "acomodação natural" depois de uma restrição de estacionamento nas ruas, ele já admite que essa não será uma medida de fácil aceitação. "É algo que já vem de décadas e tem reflexo na vida da cidade, no comércio da região." A equipe técnica da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) analisa agora em que avenidas é possível proibir totalmente o estacionamento e em que locais a restrição será feita em apenas um dos lados da rua. BELA CINTRA Em 9 de junho do ano passado, a Prefeitura iniciou a fase atual de restrição aos estacionamentos nas ruas, tornando proibido o estacionamento à direita na Rua Bela Cintra, entre a Rua Estados Unidos e a Alameda Jaú. Com a medida, que visava à melhoria do trânsito na região da Avenida Paulista, a via ganhou uma terceira faixa de rolamento. A CET ainda intensificou a fiscalização na rua com o início das operações de 48 guinchos e três pátios alugados para remoção dos carros em estacionamento indevido. De acordo com a Secretaria de Transportes, a medida melhorou o trânsito na região em 30% nos primeiros dois meses. Por causa disso, 50 dias depois, também ocorreu a proibição integral de estacionamento no lado ímpar da via, entre a Avenida Paulista e a Rua Mathias Aires. No mesmo dia, entraram em vigor novas regulamentações de parada em 23 vias da Consolação e dos Jardins. A Prefeitura decidiu acabar com 26% da Zona Azul (513 vagas) de uma das regiões mais nobres da capital e ainda proibir motoristas de deixarem seus carros em período integral em 15 vias - incluindo trechos das Alamedas Gabriel Monteiro da Silva, Jaú, Lorena e Campinas e das Ruas Augusta, Haddock Lobo e Caio Prado. E aproveitou para realocar pontos de táxi.

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