CET libera faixa da pista local da Marginal Pinheiros

O trânsito na região das obras no buraco do metrô, em Pinheiros, deve ser mais tranqüilo nesta terça-feira, com a liberação - às 5h40 - de uma faixa da pista local da Marginal do Pinheiros, interditada desde sexta-feira por causa do acidente. A via expressa já havia sido liberada na segunda-feira. As outras duas faixas da pista local continuarão interditadas entre a Ponte Eusébio Matoso e a Rua do Sumidouro, sem previsão de abertura."Ficaremos monitorando o local. Caso seja necessário, essa faixa da pista local será bloqueada novamente", disse o gerente de Operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Sebastião Muniz.Todas as vias que foram bloqueadas para desviar o trânsito ou estavam com sentido alterado voltarão ao normal nesta terça. A CET deve apenas manter unidades de monitoramento nas ruas para realizar bloqueios, caso necessário."Vamos continuar monitorando os principais pontos de acesso à Marginal e também os acessos entre as duas pistas. De acordo com a necessidade, podemos fechá-los", disse Neide Arak, gerente de Operações da CET. Mesmo com a abertura das vias, ela frisa que ainda continua a orientação para que os motoristas evitem a área.Na segunda-feira, 500 dos 600 agentes de trânsito foram para as ruas para controlar o tráfego. Metade, na região da interdição da Marginal. Durante o dia, o tráfego foi intenso, mas sem grandes congestionamentos, com pico de lentidão de 82 quilômetros pela manhã. A média para a segunda-feira, no mesmo horário, é de 64 km. A Marginal do Pinheiros aparecia, até as 14 horas, como o ponto com maior lentidão da cidade. Segundo a CET, de manhã ainda havia pessoas sem saber da interdição.Às 7h30, a lentidão era de 29 km. A Marginal do Pinheiros, no sentido Interlagos, da Ponte Jaguaré à Ponte Eusébio Matoso, era o pior trecho, com 3,7 km de congestionamento. Uma hora depois, o índice já chegava a 64 km. Com os desvios, a lentidão na marginal, da Rodovia Castelo Branco até a Eusébio Matoso, chegava a 6,5 km.Mesmo lento, o fluxo não teve grandes paradas na região do desabamento. O problema, segundo os motoristas, era a necessidade de mais desvios. "O pessoal da CET não planejou muito bem. Levei uma hora e 15 minutos para chegar a um local que, pela marginal, ficava a 3 quilômetros", disse o consultor de vendas Marcos Parcitani, de 39 anos. "Só deram uma alternativa."

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