CET não registra acidentes no segundo dia da faixa exclusiva para motocicletas

No segundo dia de funcionamento da faixa exclusiva para motocicletas nas avenida Sumaré e Paulo VI, na zona oeste de São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não registrou nenhum acidente. Na estréia da nova medida, nesta segunda-feira, 18, dois pedestres foram atropelados por motoboys e ficaram com ferimentos leves. Uma mulher de 48 anos cruzava a Sumaré a 80 metros da faixa de pedestres às 14h56, quando foi atingida por uma moto. Por volta das 15h30, um homem foi atropelado, também fora da faixa, a 100 metros de distância do primeiro acidente. O presidente da CET, Roberto Scaringella, garantiu nesta terça-feira, em entrevista à Rádio Eldorado AM , que já tomou providências para evitar novos acidentes, como a instalação de um radar móvel, além do reforço na sinalização. "Nós detectamos que o pedestre está desatento e atravessando fora da faixa. Ontem (18) mesmo colocamos ao longo de uma extensão bem grande cavaletes e fitas para reforçar essa informação ao pedestre", explicou. Segundo ele, um dos problemas detectados na faixa exclusiva foi o excesso de velocidade dos motociclistas. Por conta disso, nesta terça já foram instalados radares. Ele ressaltou que somente uma postura adequada de usuários vai impedir novos acidentes. "O cavalete não é a solução. Nós entendemos que um motociclista habilitado tem condição ler uma placa, ver o nível de velocidade, entender o que é uma faixa de pedestre. E é obrigação dele. O que é seguro é ele ter uma postura segura", afirmou Scaringella. EnqueteA faixa exclusiva implantada para motos nesta segunda-feira, 18, nos dois sentidos das avenidas Sumaré e Paulo VI recebeu a aprovação de 69% dos internautas que responderam até esta terça-feira, 19, uma enquete do Portal Estadao.com.br. O internauta Daniel Aranda, por exemplo, diz concordar com a medida para diminuir o número de acidentes com motos em São Paulo, mas espera que os motociclistas respeitem a faixa. "Não concordo que os motociclistas, mesmo com sua faixa ainda utilizem o corredor e com isso continuem ocorrendo os acidentes. Aliás, este sim deveria ser motivo para aplicação de multas". Aranda se refere à multa de R$ 127,69, aplicada a partir desta terça para carros que invadirem a faixa das motos. Para o internauta, a aplicação de multas tem um caráter puramente arrecadatório.Os que responderam à enquete deixaram ainda sugestões de como, com outras iniciativas, os acidentes com motos poderiam diminuir na cidade. Para o internauta, identificado apenas como Maurício, a solução seria que a educação no trânsito fosse incluída no currículo escolar. "Para reduzir os acidentes de uma forma geral, a educação no trânsito deveria ser incluída no ensino fundamental".Outros 30% dos internautas, porém, não concordam com as faixas exclusivas. "O motorista comum sempre acaba perdendo com isso, pois com a liberação de faixas para ônibus e agora para motos, o espaço para que os carros particulares circulem fica cada vez menor e o rodízio que, teoricamente, amenizaria o trânsito nunca será satisfatório", afirma o internauta que se identificou apenas como Cristiano.Cristiano acredita que com faixa ou sem faixa os motoboys e motociclistas continuarão circulando entre os carros. "Isso só vai melhorar quando houver uma grande campanha de conscientização para alertar e ensinar aos motoqueiros, como que eles devem se portar numa cidade como São Paulo.(Colaborou Juliano Machado)

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