Cetesb diz que área de condomínio está contaminada

Um terreno de 16 mil metros quadrados, no bairro Mansões de Santo Antônio, em Campinas, sobre o qual está sendo construído um condomínio residencial e onde já moram 50 famílias, está contaminado por resíduos de solvente, divulgou a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). De acordo com laudos preliminares, a contaminação atingiu o solo e o lençol freático do local. O terreno abrigou, por 25 anos, a empresa química Proquima, desativada em 1995 por determinação da Cetesb, acusada de poluir a água e o ar. Segundo o gerente regional do órgão em Campinas, o engenheiro Fernando Iório Carbonari, na próxima semana deverá ser divulgado o laudo final sobre a área. Ele afirmou que somente com o resultado da análise será possível definir a extensão do problema. O relatório deverá apontar, conforme o engenheiro, o nível de contaminação do terreno, o risco aos moradores e se há necessidade de recuperar o local. Ele lembrou a Cetesb exigiu, em outubro do ano passado, que uma investigação do solo fosse feita pela atual proprietária, a empreiteira Concima. O primeiro relatório indicou resíduos de solventes alogenados e aromáticos, do grupo dos clorados, no solo e no lençol freático. A Cetesb determinou, então, novas análises e medidas para impedir a contaminação dos moradores. Proibiu a movimentação do solo para evitar emanação de gases voláteis, embargou a construção de novas unidades habitacionais e exigiu o isolamento físico da área. O gerente comentou que, desde outubro, a Cetesb monitora a emissão de gases no local e as análises não indicaram níveis que pudessem causar danos aos moradores.Carbonari acrescentou que a água usada pelas 50 famílias que residem em um dos prédios construídos na área é fornecida pela rede pública, e não há perigo de contaminação. Ele explicou que ela pode ocorrer de três formas, por contato com a pele, inalação ou ingestão. Mas as três estão atualmente controladas, sem oferecer riscos. Mesmo assim, acrescentou o engenheiro, a Cetesb aguarda a análise final para determinar as medidas necessárias.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.