CGU confirma falhas em decisões da gestão Erenice

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou ontem ter encontrado várias irregularidades nos contratos firmados entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e a Master Top Linhas Aéreas (MTA). Esses contratos foram o ponto central das denúncias que levaram à renúncia da ministra Erenice Guerra da Casa Civil, em setembro do ano passado.

Ayr Aliski / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2011 | 00h00

Segundo auditoria da CGU, havia problemas nos quatro contratos celebrados entre as duas empresas, em 2010, somando R$ 59,8 milhões. A MTA prestava serviços para a Rede Postal Aérea Noturna dos Correios.

Uma das irregularidades envolvia o transporte de carga aérea para Manaus. Em um primeiro momento, os Correios mantinham um contrato com a MTA na linha entre São Paulo e Manaus, ao preço de R$ 1,99 por kg. Em seguida, a ECT firmou outro contrato com a MTA, na rota entre Brasília e Manaus, por R$ 3,70 o kg. O segundo valor era maior, apesar da distância e tempo de voo menores, por haver menor volume de carga.

Mas a CGU apurou que a ECT chegou a deslocar carga postal de São Paulo para Brasília por caminhão (gastando também com frete terrestre nesse trecho), de onde embarcava os lotes para Manaus, pagando um frete aéreo mais caro - quase o dobro - do que se tivesse feito o embarque diretamente em São Paulo.

Erenice Guerra comandou a Casa Civil entre março e setembro de 2010 e nomeou o coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva diretor de Operações dos Correios. Israel Guerra, filho de Erenice, foi acusado de cobrar propina para ajudar a MTA no governo.

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