Chá com Dilma reúne socialites em SP

Candidata petista conversa sobre educação, segurança e até reforma tributária com 50 convidadas na casa de Abilio Diniz

Gilberto de Almeida e Moacir Assunção, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

"Ela foi muito simpática, até mais do que a gente imaginava. Foi muito bom conhecer suas propostas." O comentário é de uma das cerca de 50 socialites que compareceram, ontem à tarde, à casa do casal Abilio e Geyse Diniz, nos Jardins, para conhecer a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff.

Ela chegou acompanhada de seguranças e com a assessora Helena Chagas em dois carros, pontualmente às 15h30. Recebida pelo empresário, dono do Grupo Pão de Açúcar, teve de esperar aproximadamente uma hora e meia para que todas as convidadas aparecessem. Até cerca de 16h10 não mais que dez delas estavam presentes.

O clima do encontro foi de completa informalidade: todas se acomodaram nos sofás e poltronas da sala principal, onde a candidata começou discorrendo, por cerca de 20 minutos, sobre sua trajetória de vida: casamento, filhos, o período da guerrilha, carreira e a sua atuação no governo Lula. "Ela estava tão descontraída que parecia estar na sala da sua própria casa", comentou uma das convidadas.

Crianças. No correr da conversa, a impressão era de que as convidadas tinham "feito a lição de casa" - ou seja, tinham se informado antes sobre os temas. Em tom de sabatina, falaram de "muitos assuntos", como explicou uma das presentes, Ana Maria Moraes. Entre eles, educação, segurança, transporte, saúde e reforma tributária.

Para exemplificar o seu empenho nas questões sociais, Dilma analisou os reflexos da desnutrição infantil na educação. A propósito, anunciou que, se eleita, tratará com especial atenção a alimentação das crianças até três anos. "Uma criança que não come não pode ter também um desenvolvimento físico e intelectual adequado", afirmou.

Entre as convidadas que participaram do chá estavam Ana Feffer, Maria Antonia Civita, Mariangela Bordon, Rosangela Lyra e Maria Alice Klein - mulher de Michel Klein, que recentemente vendeu parte da Casas Bahia para o Grupo Pão de Açúcar. Abilio Diniz, que fez o convite e organizou a reunião, não ficou para a conversa: saiu de cena assim que Dilma começou a falar. A ex-ministra foi aplaudida ao final. A dona da casa não quis dar declarações à imprensa.

Passava das 19h30 quando os convidados foram embora. Na saída, Dilma esquivou-se dos jornalistas e evitou comentar sobre a pesquisa CNI/Ibope que a coloca cinco pontos à frente do tucano José Serra. "Pesquisa é retrato do momento", cortou, saindo apressada para voltar a Brasília.

Campanha. Ao desembarcar em São Paulo, Dilma foi recebida pelo candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, e pelo deputado - e candidato à reeleição - Antônio Palocci. Lá mesmo no aeroporto ela posou para fotos que Mercadante usará em sua campanha ao Palácio dos Bandeirantes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.