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Chacina deixa cinco mortos e um garoto ferido

Cinco homens foram assassinados e um garoto de 13 anos ficou ferido na noite de terça-feira, dentro de um bar, em Anchieta, zona norte do Rio de Janeiro. Entre eles estava Luiz Neves de Lima, de 20 anos, filho do traficante Paulo Roberto Moura de Lima, o Meio-Quilo, morto em 1987. A polícia suspeita de vingança, pois Lima, conhecido como Luizinho, respondia a inquérito por um homicídio cometido em novembro, além de ser suspeito de roubos de motocicletas. Ele foi assassinado pouco depois de chegar ao local, sozinho, em uma moto.A chacina aconteceu às 22 horas, quando as vítimas jogavam bilhar e totó na Lula Mercearia, esquina das ruas Capitão Paulo e Augusto Sisson. Eles foram surpreendidos por três homens mascarados, de roupas escuras. Os faróis do automóvel usado no crime ofuscaram as testemunhas. Armado com duas pistolas, um dos criminosos começou a chacina. Ao entrar no estabelecimento, ele se dirigiu ao filho de Meio-Quilo: "É você mesmo que a gente está procurando", disse, antes de matá-lo.Meio-Quilo morreu durante tentativa de fuga de helicóptero da penitenciária Milton Dias Moreira, no Complexo da Frei Caneca. Dois anos antes, outro famoso integrante de sua quadrilha, José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, fora resgatado do presídio da Ilha Grande por uma aeronave. As duas operações foram montadas por José Carlos Gregório, o Gordo, comparsa de ambos.Outras vítimasAs outras vítimas da chacina são o sapateiro André Luiz da Cunha Batista, de 26 anos, o vendedor Jorge Luiz Dias Afonso, de 18, que trabalhava em uma barraca em frente ao bar, Alexandre Correa da Silva, de 30, e Sidney dos Santos Benfica, de 38, que, segundo moradores, ia ao local uma vez por mês para visitar a filha. O menino P.V.S., de 13, levou dois tiros: um no joelho e outro no pé direito. O garoto foi socorrido no Hospital Albert Schweitzer, mas até ontem as balas não haviam sido removidas.Horas depois do crime, no mesmo bairro, ocupantes de um Gol cinza, placa LNG 9541, roubado na sexta-feira, trocaram tiros com policiais. Abandonado em uma rua próxima ao local da chacina, o carro foi levado para a 39ª DP (Pavuna). Para o inspetor Sérgio Frutuoso, o Gol pode ser o carro usado na chacina. O proprietário, Deusumar Santos Almeida Jr., de 26 anos, esteve na delegacia. Ele foi roubado por dois homens negros na Praça Seca, em Jacarepaguá, zona oeste. Os bandidos disseram que o carro seria usado em um "servicinho".A dona do bar, Irani Maria Julião de Freitas, de 41 anos, que conseguiu se esconder, contou que o menino se fingiu de morto para não ser executado. Seu irmão e sócio, Luiz Carlos Julião de Freitas, se abaixou atrás do balcão. Um cliente não identificado foi poupado. De acordo com Irani, Luisinho freqüentava o bar há dois meses. "Ele sempre jogava sinuca. A bebida dele era guaraná natural". Ela disse que as outras vítimas não tinham envolvimento com crimes. Todos, à exceção de Benfica, moravam em ruas perto do bar.

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